Qual a importância do seguro para scooter elétrica?
Bem… vamos começar com “Depois a gente vê“.
Essa frase pode acabar sendo dita por donos de empresas que deixam decisões relacionadas a seguros para depois.
Quer dizer, muitas operações já estão rodando com scooters na rua e equipe ativa, mas a proteção fica para depois.
Em outros casos, até existe um seguro contratado, só que ele não acompanha a realidade do uso, do risco ou do tipo de veículo.
Muitas vezes, a motivo disso nem é falta de atenção, é confiar que manter um seguro antigo sem revisar se ele cobre o uso atual das scooters elétricas é suficiente.
Além disso, scooters elétricas têm características próprias, circulam em ambientes urbanos de alto risco e, muitas vezes, são usadas profissionalmente, o que muda o tipo de cobertura necessária.
Quando essa particularidade não é considerado, é possível que a empresa só descubra a falha do seguro no momento do sinistro.
Sendo assim, o seguro para scooter elétrica precisa ser visto como parte da gestão de risco da operação. Quer entender melhor? Continue a leitura e fique por dentro das principais informações sobre o assunto!
O que é o seguro para scooter elétrica?
Trata-se de uma proteção que cobre riscos como roubo, colisão e danos a terceiros que envolvem scooters elétricas.
Diferencia-se do seguro de moto tradicional por considerar bateria, sistema elétrico e uso urbano. Pode ser contratado por pessoas físicas ou empresas, ajustando coberturas à rotina e à operação.
Para entender melhor, basta olhar para situações comuns. Por exemplo, uma scooter elétrica se envolveu em uma colisão com um automóvel em um cruzamento no centro de Toledo (PR), conforme o Toledo News.
Mesmo sem ferimentos graves, o episódio interrompeu a circulação, gerou danos ao veículo e responsabilidades entre os envolvidos.
É para cenários como esse que o seguro para scooter elétrica existe. Isto é, nem todo acidente resulta em grandes lesões, mas quase sempre envolve custos, tempo parado e decisões que precisam ser tomadas rapidamente.
Já com a cobertura adequada, esses imprevistos passam a fazer parte de um gerenciamento de risco mais consciente.
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Quem pode contratar seguro para scooter elétrica?
Pode ser contratado por pessoas físicas que utilizam scooters elétricas no dia a dia e por empresas que operam com delivery, segurança patrimonial, serviços urbanos ou frotas internas.
A contratação varia conforme o tipo de uso, o que permite ajustar coberturas, limites e responsabilidades à realidade de cada operação.
Inclusive, essa contratação de seguro já acontece em empresas que usam a scooter elétrica como parte central do serviço.
Um exemplo é a SegurPro, que desde 2022 substitui motos a combustão por modelos elétricos em suas operações de segurança patrimonial.
Hoje, cerca de 40% da frota própria da empresa já é elétrica, utilizada em rondas diárias em clientes de diferentes setores.
Nesse tipo de operação, as scooters e motos elétricas rodam dezenas de quilômetros por dia, circulam em áreas urbanas e fazem parte direta da entrega do serviço. Então, nada mais justo que proteger a operação.
Como funciona o seguro para scooter elétrica?
O seguro funciona em etapas: primeiro, são informados os dados da scooter e do condutor. Em seguida, a seguradora avalia modelo, valor, tipo de uso e perfil. Scooters com placa seguem regras semelhantes às motos; sem placa, a análise é diferente. Informações corretas garantem cobertura adequada.
Para sair do papel e ir para a realidade, vamos pensar em uma situação bem comum. A scooter elétrica está rodando pela cidade, quando, em um cruzamento, acontece uma colisão com outro veículo. O condutor passa bem, mas a scooter fica danificada e o carro envolvido também tem prejuízos.
Quando isso acontece, o seguro passa a fazer parte da solução. Isto é, o ocorrido é comunicado, a cobertura de colisão pode ser utilizada para tratar os danos da scooter e, se houver danos a terceiros, esses custos são analisados e cobertos conforme os limites da apólice.
Quer dizer, de forma objetiva, o funcionamento do seguro pode ser resumido nestas etapas:
- Comunicação de sinistro;
- Análise da cobertura;
- Envio da documentação;
- Avaliação dos danos;
- Conclusão do processo.
1. Comunicação do sinistro
Assim que o imprevisto acontece, o primeiro passo é informar o problema à corretora de seguros. É ela quem recebe o relato do que aconteceu, quando e onde, além de identificar o tipo de sinistro (colisão, roubo, furto ou dano a terceiros).
Com essas informações, a corretora orienta os próximos passos e faz a comunicação correta com a seguradora, o que ajuda a tornar o processo mais ágil e organizado desde o início.
2. Análise da cobertura
Com o aviso feito, a corretora faz a análise inicial da apólice e verifica se a situação está prevista nas coberturas contratadas. Sendo assim, ela considera fatores como o tipo de seguro, o uso informado na contratação (pessoal ou profissional) e as condições específicas da apólice da scooter elétrica.
A partir dessa leitura técnica, a corretora orienta o cliente e conduz a comunicação com a seguradora de forma adequada.
3. Envio da documentação
Depois da análise inicial, são solicitados os documentos necessários para dar sequência ao processo. Normalmente, entram registros como fotos do ocorrido, boletim de ocorrência quando aplicável e documentos da scooter. Essa etapa ajuda a formalizar o sinistro e evitar dúvidas futuras.
4. Avaliação dos danos
Com a documentação em mãos, a seguradora avalia os danos causados à scooter elétrica e, se houver, os prejuízos a terceiros. Nesse momento, a corretora acompanha o processo, auxilia no envio de informações, esclarece dúvidas e ajuda a garantir que a análise ocorra conforme as coberturas previstas.
Dependendo do caso, pode haver vistoria, orçamento de reparo ou análise para indenização, sempre dentro dos limites da apólice.
5. Conclusão do processo
Após a avaliação, o seguro define a solução: autorização de conserto, pagamento de indenização ou cobertura dos danos a terceiros. Com isso, o condutor ou a empresa consegue resolver o imprevisto sem comprometer o orçamento e retomar a rotina com mais previsibilidade.
Quais as coberturas do seguro para scooter elétrica?
As coberturas incluem proteção contra roubo e furto, colisão, incêndio e danos causados por fenômenos naturais, além de indenização por perda total.
Também é possível contratar cobertura para danos a terceiros, fundamental em áreas urbanas, ao proteger o condutor ou a empresa contra prejuízos financeiros e responsabilidades legais.
Detalhamos mais a seguir, confira:
- Roubo e furto;
- Danos a terceiros;
- Colisão;
- Incêndio;
- Fenômenos naturais;
- Perda total.
1. Roubo e furto
Essa cobertura protege a scooter elétrica em casos de roubo ou furto, uma preocupação comum em áreas urbanas. Isto é, quando o veículo é levado e não é recuperado, o seguro ajuda a evitar que a perda vire um prejuízo direto para o condutor ou para a empresa.
2. Danos a terceiros
Nessa cobertura entram os prejuízos causados a outras pessoas ou bens em um acidente. É uma das coberturas mais importantes para quem circula diariamente pela cidade ou usa a scooter de forma profissional, já que custos com reparos ou indenizações podem surgir mesmo em ocorrências simples.
3. Colisão
Cobre danos à scooter elétrica em batidas, quedas ou acidentes de trânsito. Afinal, mesmo colisões de menor impacto podem gerar custos elevados, especialmente por envolver componentes elétricos, carenagem e sistemas específicos do veículo.
4. Incêndio
Essa cobertura protege contra danos causados por fogo, inclusive situações relacionadas a falhas elétricas ou problemas na bateria. Em veículos elétricos, esse tipo de proteção ganha ainda mais relevância por conta das características do sistema de energia.
Leia também: Seguro eletrônicos: como funciona, quem deve contratar e quais as coberturas oferecidas?
5. Fenômenos naturais
Garante indenização em casos de eventos como alagamentos, queda de árvores, granizo ou outros fenômenos climáticos. É especialmente importante para scooters que ficam expostas na rua ou circulam em regiões sujeitas a chuvas intensas.
Veja também: Seguro cobre enchente? Descubra quais proteções essa cobertura oferece e as situações de enchente excluídas
6. Perda total
Aplica-se quando os danos são tão grandes que o custo de reparo não compensa. Nessa situação, o seguro indeniza o valor previsto em apólice, evitando que o condutor ou a empresa precise absorver um prejuízo elevado de uma só vez.
O que o seguro para scooter elétrica não cobre?
Em geral, o seguro para scooter elétrica não cobre:
- Desgaste natural de peças, bateria e componentes elétricos;
- Mau uso ou uso inadequado, como carregamento incorreto ou fora das recomendações do fabricante;
- Modificações não declaradas, inclusive alterações elétricas ou estruturais;
- Uso diferente do informado na contratação, como uso profissional ou por aplicativos sem previsão em apólice;
- Defeitos de fabricação e recalls;
- Danos elétricos internos causados por picos de energia;
- Danos intencionais ou exposições deliberadas a riscos, como alagamentos evitáveis.
As exclusões específicas variam conforme a apólice e a seguradora. Ou seja, o que não é coberto em uma apólice pode ser coberto em outra, dependendo do tipo de seguro contratado, do uso informado, das coberturas adicionais incluídas e das cláusulas específicas do contrato.
Quais as vantagens de fazer o seguro para scooter elétrica?
O seguro oferece proteção financeira em um cenário de uso crescente e mais acidentes, ajuda a manter previsibilidade de custos, evita impactos maiores após imprevistos e garante a continuidade da operação, especialmente para empresas.
No dia a dia, traz mais segurança para lidar com riscos urbanos e falhas operacionais.
Até porque, em várias cidades brasileiras, o número de ocorrências com veículos de micromobilidade (como scooters) tem subido. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Corpo de Bombeiros registrou 215 acidentes com veículos elétricos entre janeiro e setembro de 2025, segundo reportagem do Fantástico.
Outro levantamento apontou um aumento ainda mais expressivo em acidentes envolvendo micromobilidade, como scooters e ciclomotores. Os números passaram de 274 casos em 2023 para 2.199 em 2024 na cidade do Rio, crescimento de mais de 700%, conforme a Veja.
Esses dados mostram que, por mais eficiente e sustentável que seja o uso de scooters elétricas, os riscos na circulação urbana estão crescendo. Logo, contar com um seguro adequado se torna uma medida importante para proteger o veículo, os usuários e terceiros envolvidos.
Quem exige o seguro para scooter elétrica?
A exigência pode vir de empresas contratantes, operações logísticas, editais e contratos.
A partir de 2026, ciclomotores elétricos enquadrados nas regras do Contran exigem registro, CNH e seguro. E mesmo quando não é obrigatório por lei, o seguro de responsabilidade civil é recomendado como boa prática de gestão de risco.
Em outras palavras, scooters elétricas que têm acelerador, não possuem pedais e se aproximam do perfil de um ciclomotor passam a seguir regras semelhantes às das motos. Afinal, empresas que utilizam scooters elétricas em operações urbanas lidam com riscos constantes.
Qual é o valor do seguro para scooter elétrica?
O valor do seguro para scooter elétrica costuma variar entre R$ 400 e R$ 2.100 por ano. O preço depende do modelo, valor do veículo, tipo de uso, região e coberturas contratadas. A franquia geralmente fica entre 10% e 15% do valor da scooter, reforçando o custo-benefício da proteção.
Por exemplo, pense em uma scooter elétrica avaliada em R$ 8.000, usada para deslocamento pessoal e com cobertura básica contra roubo e furto. Ela pode ter um seguro anual em torno de R$ 450 a R$ 600, com franquia próxima de R$ 800 a R$ 1.200.
Já uma scooter elétrica de R$ 15.000, utilizada diariamente em serviços urbanos ou delivery, com coberturas mais completas (como colisão e danos a terceiros) talvez tenha um seguro anual na faixa de R$ 1.200 a R$ 1.800. Esse valor reflete o nível de risco e a proteção contratada.
Esses exemplos ajudam a entender a importância da cotação. Mesmo entre scooters elétricas, o valor do seguro pode variar bastante conforme o uso, a região e as coberturas escolhidas.
Então, uma simulação bem feita permite ajustar a proteção à realidade do veículo e evitar tanto gastos desnecessários quanto lacunas de cobertura.
Quais seguradoras fazem o seguro para scooter elétrica?
Algumas seguradoras que operam com seguro para scooter elétrica são:
Nem todas as seguradoras aceitam veículos elétricos ou todos os perfis de uso. Por isso, a curadoria de uma corretora especializada ajuda a identificar a opção mais adequada à operação.
O que é necessário para cotar o seguro para scooter elétrica?
O processo costuma seguir estas etapas:
- Informar os dados do condutor, como idade, perfil e tempo de habilitação;
- Preencher os dados da scooter, incluindo marca, modelo, ano e valor;
- Definir o tipo de uso, se pessoal ou profissional, e a frequência de circulação;
- Indicar o local de circulação e onde o veículo fica guardado;
- Especificar a finalidade do uso para ajustar coberturas, limites e responsabilidades conforme a operação.
Nesse sentido, o papel da corretora é organizar essas informações e transformá-las em uma proposta coerente.
Assim, em vez de o cliente precisar interpretar regras, termos técnicos e diferenças entre seguradoras, a corretora faz a leitura do perfil, valida os dados e indica quais coberturas fazem sentido para aquele tipo de uso.
Além disso, a corretora atua como intermediária entre o cliente e as seguradoras, ao comparar opções, ajustar limites e esclarecer pontos importantes da apólice antes da contratação.
Como acionar o sinistro do seguro para scooter elétrica?
O acionamento do seguro costuma seguir estes caminhos:
- Comunicar o ocorrido assim que possível, informando data, local e tipo de sinistro;
- Reunir os primeiros registros, como fotos e, quando necessário, boletim de ocorrência;
- Receber orientação especializada para verificar coberturas e próximos passos;
- Encaminhar a documentação solicitada;
- Acompanhar a análise e a intermediação junto à seguradora até a conclusão do processo.
Que tal um exemplo?
Vamos imaginar uma scooter elétrica usada em serviço urbano atingida por um carro em um cruzamento. Mesmo sem ferimentos graves, a scooter sofre danos e o terceiro envolvido tem prejuízos materiais.
Então, o condutor comunica o ocorrido, registra fotos no local, aciona a corretora e recebe orientação sobre a cobertura de colisão e danos a terceiros.
A partir daí, a seguradora avalia o caso e conduz a indenização ou o reparo conforme as condições da apólice.
Quais documentos são necessários para acionar o seguro para scooter elétrica?
Para acionar o seguro, são geralmente exigidos:
- Documento de identificação e CNH do condutor;
- CRLV ou documento de registro, quando a scooter for emplacada;
- Boletim de Ocorrência, especialmente em casos de roubo, furto ou colisão com terceiros;
- Nota fiscal ou comprovante de propriedade da scooter;
- Relato detalhado do sinistro;
- Fotos ou vídeos que ajudem a comprovar os danos.
Como contratar o seguro para scooter elétrica?
O processo de contratação normalmente passa por esse passo a passo:
- Reunir os dados da scooter, como marca, modelo, ano e valor;
- Informar os dados do condutor e a forma de utilização do veículo;
- Definir se o uso é pessoal ou profissional e a área de circulação;
- Escolher as coberturas e limites mais adequados ao risco;
- Solicitar e comparar cotações entre seguradoras;
- Revisar franquias, exclusões e condições da apólice;
- Aprovar a proposta, concluir a contratação e receber a apólice para gestão contínua.
E olha, nessas horas, ter uma corretora digital especializada ajuda bastante.
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Em muitos casos, a apólice é emitida no mesmo dia, dependendo do perfil e da seguradora. Depois disso, a gestão também fica mais simples: pela plataforma da Mutuus, é possível acompanhar apólices, vigência e documentos em um só lugar.
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Em um cenário de uso crescente e riscos cada vez mais presentes nas cidades, o seguro para scooter elétrica faz parte da gestão responsável, seja no uso pessoal ou em operações empresariais.
Com a cobertura adequada, é possível reduzir impactos financeiros, manter a previsibilidade de custos e seguir a rotina mesmo diante de imprevistos.
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