O volume de ações trabalhistas na Justiça do Trabalho não para de crescer. Segundo informações do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o ano de 2025 registrou 2,3 milhões de ações trabalhistas, representando um aumento de 8,47% em relação ao ano anterior.
Dados como esses reforçam que causas trabalhistas são assuntos recorrentes no sistema judiciário brasileiro. Para quem está envolvido com uma causa trabalhista, é importante estar por dentro dos caminhos para solucionar o problema. Nesse sentido, vale a pena conhecer o TST processos.
Um processo trabalhista é encaminhado ao TST quando não se chega a uma conclusão depois de passar pela Vara do Trabalho e pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Quer saber mais sobre o processo TST? Continue a leitura e entenda como funciona, quando uma causa vai parar no TST, como consultar, quanto tempo leva e muito mais:
O que significa TST processos?
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) é um dos órgãos dos chamados “Tribunais Superiores” – considerados tribunais de terceira instância da Justiça do Trabalho – embora o grau hierárquico não exista formalmente. Um tribunal como o TST visa julgar recursos contra decisões dos tribunais de segunda instância.
Nesse sentido, um processo do TST é um processo que foi encaminhado ao Tribunal Superior do Trabalho para o julgamento de um recurso. Se não houver um erro que leve às etapas anteriores – ou, em alguns casos, para o STF –, o TST será a última instância para efeito de julgamentos relacionados ao Direito do Trabalho.
Quando um processo chega ao TST, seu papel é realizar uma interpretação da legislação trabalhista, junto à jurisprudência, avaliando o entendimento do TRT. Isso é examinado a partir das premissas e aspectos fáticos em relação ao processo, considerando a aplicação do Direito, visando, assim, modificar ou não uma decisão.
O tempo de chegada de um processo ao TST pode variar devido a vários fatores. Algumas varas de trabalho e TRTs são mais ágeis nas decisões, por exemplo, levando a uma maior celeridade. Além disso, o fato de ser rito sumaríssimo (cujo valor do processo está entre dois a quarenta salários mínimos) ou rito ordinário (com valor da causa de mais de 40 salários mínimos) interfere na rapidez.
Qual a diferença entre o TST e o TRT?
Antes de aprofundar o funcionamento dos processos no TST, é fundamental diferenciar o TST do TRT. Você já deve ter entendido que se trata de tribunais distintos, mas muita gente não sabe qual a função de cada um deles.
Para não confundir, vamos fazer diferenciação brevemente:
O TRT é o Tribunal Regional do Trabalho, formado por órgãos de 2ª instância, ou seja, aqueles que revisam decisões tomadas pelos juízes de 1ª instância.
Existem diversos TRTs espalhados pelo Brasil: eles são divididos em 24 regiões e conhecidos por suas numerações. Por exemplo, o TRT 1 é o do Rio de Janeiro e o TRT 12, de Santa Catarina. Se quiser entender mais detalhes sobre os TRTs, recomendamos que acesse o conteúdo oficial da Justiça do Trabalho.
Já o TST é o Tribunal Superior do Trabalho, sendo considerada a instância máxima, isto é, o nível mais alto que um processo pode chegar, contemplando todo o território nacional.
O TST, portanto, é responsável por avaliar os recursos apresentados contra decisões da 2ª instância.
Para ficar ainda mais claro, você deve entender que tanto o TRT como o TST são órgãos que pertencem à Justiça do Trabalho, mas atuam em instâncias diferentes.
Por que o processo vai para o TST?

Achou complicado entender o assunto até aqui? Calma, porque você vai conhecer o fluxo do processo trabalhista mais a fundo agora.
Assim, antes de tudo, entenda que um processo TST está ao final desse fluxo, enquanto um tipo de Tribunal Superior.
Acompanhe a explicação completa desse fluxo:
1º grau de jurisdição (1ª instância)
Ao ajuizar uma reclamação trabalhista, o empregado tem a sua ação distribuída no âmbito da Vara do Trabalho.
De acordo com o Relatório Geral da Justiça do Trabalho de 2024, os assuntos mais recorrentes na Vara do Trabalho foram:
- Jornada de trabalho (horas extras);
- Verbas rescisórias;
- Adicional de insalubridade;
- Multa de 40% do FGTS;
- Indenização por dano moral.
Com a chegada da reclamação trabalhista à Vara do Trabalho, inicialmente, é realizada a Audiência de Conciliação, uma tentativa obrigatória, prevista na lei, de realizar um acordo entre as partes. Caso a conciliação não ocorra, a parte reclamada apresenta uma contestação.
Assim, a partir da análise da alegação da petição inicial e da contestação da parte reclamada, é agendada uma Audiência de Instrução. Nesse momento, são produzidas provas testemunhais e depoimentos das partes – e, quando necessário, inclui visita pericial, para averiguar as condições do local de trabalho, por exemplo.
Baseando-se nas alegações da reclamação, da defesa e no que foi comprovado na Audiência de Instrução, o juíz declara uma sentença. Se a parte reclamante ou reclamada estiver insatisfeita com o resultado, é possível interpor um Recurso Ordinário (R.O.) para o Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
2º grau de jurisdição (2ª instância)
Com a interposição ao TRT e a prolação do Acórdão, chegamos à 2ª instância.
O TRT analisa a mesma sequência de fatos que já citamos: alegações da reclamação e a contestação da reclamada. A partir disso, existem dois caminhos possíveis:
1) a sentença é mantida ou, a depender da matéria recorrida no R.O;
2) a sentença é reformada, sendo prolatado o Acórdão.
Assim como no caso da sentença que, na 1ª instância, a parte teve a possibilidade de interpor Recurso Ordinário ao TRT, no Acórdão a parte pode interpor um Recurso de Revista para o Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Tribunal Superior (TST)
Não cumpre ao TST a função de fazer análise dos materiais obtidos nas etapas anteriores, como a audiência. Com a chegada do processo a esse tribunal, a função do TST é, basicamente, verificar se o TRT aplicou o Direito corretamente na prolação do Acórdão – e não alterar a decisão do processo. Vamos explicar:
Imagine uma situação de danos morais por atraso do salário. Se o TRT tiver comprovado na audiência que, de fato, houve um atraso de 6 meses de salário, por exemplo, isso não poderá ser questionado pelo TST. Portanto, a decisão final do atraso ou não do salário é uma conclusão específica do TRT.
Sabendo disso, o que é debatido no TST é se o fato de ter ocorrido um atraso de 6 meses no salário é suficiente para uma indenização por danos morais. Entenda que, a partir daqui, o argumento da comprovação dos atrasos não é relevante. O TST se atém especialmente à interpretação da lei, observando a aplicação do Direito.
Só para encerrar o exemplo: de acordo com a jurisprudência do TST, o fato de haver atraso de 3 meses ou mais de salário é, sim, suficiente para a indenização. Dessa forma, o TST processos arbitra a indenização, examinando se o Recurso de Revista foi interposto da forma correta, e julga o pedido como procedente – ou, em outros casos, como não procedente.
Como funciona a distribuição de processos no TST?
Como muitos processos chegam ao TST, é importante que haja uma organização para distribuí-los.
Segundo informação do próprio TST, os processos costumam ser distribuídos de forma automática, seguindo a ordem de entrada. Em outras palavras, os que entram primeiro são encaminhados primeiro.
No entanto, é possível que alguns processos sejam tratados de forma prioritária por determinação legal. São exemplos de casos que podem ter tratamento prioritário:
- Processos no rito sumaríssimo (ações mais simples e de menor valor, que buscam maior rapidez);
- Processos ligados à falência, quando a execução precisa ocorrer perante o juízo falimentar;
- Processos em que uma das partes tenha 60 anos ou mais;
- Processos em que uma das partes seja pessoa com deficiência, quando a discussão do processo estiver relacionada à própria deficiência.
Quanto tempo demora um processo trabalhista no TST?
Agora que você entendeu como é feita a distribuição, pode estar se perguntando quanto tempo demora um processo que foi para o TST.
Bom, essa é uma dúvida bastante comum, mas é importante saber que depende. Isso porque cada processo tem particularidades que podem influenciar no tempo de tramitação.
Mas a boa notícia é que podemos te dar uma média…
O TST divulga dados relacionados ao tempo de tramitação na Justiça do Trabalho em dias. Em 2025, por exemplo, o tempo médio de tramitação dos processos foi de 145 dias na 1ª instância, 171 dias na 2ª instância e 601 dias no TST.
Já em 2026, os dados atualizados até maio mostram que o tempo médio é de 151 dias na 1ª instância, 182 dias na 2ª instância e 738 dias no TST.
Podemos perceber que os processos tendem a ficar mais tempo no TST do que nas instâncias anteriores. Além disso, também é possível observar que a média apontada em maio de 2026 (738 dias) ultrapassa um período de 2 anos.
Mas, novamente, esses são tempos médios, o que significa que é possível que alguns processos sejam bem mais céleres, enquanto outros sejam mais lentos.
Onde consultar processo trabalhista TST?
Existem duas formas de consultar o andamento de processos no TST:
- No Portal do TST, via computador ou dispositivo móvel;
- Pelo Disque-Ouvidoria: 0800-644-3444.
Verificar andamento do processo pelo Portal
Consultar o andamento do processo no TST é simples. Confira o passo a passo a seguir para entender!
- Passo 1: Em seu navegador, acesse o Portal do TST neste link;
- Passo 2: Escolha um dos campos e realize a consulta através de:
- numeração única do processo;
- numeração antiga do processo (anterior à unificação do número);
- nome da parte reclamada;
- nome ou OAB dos advogados.
- Passo 3: Clique em “Consultar”.
Na sequência, o processo TST deverá aparecer na tela.
Verificar andamento do processo pelo JTe
Outra forma de consultar o andamento do TST processo é por meio do JTe, o aplicativo oficial da Justiça do Trabalho, disponível para Android e iOS.
Ele inclui as seguintes funcionalidades:
- Integração com todos os TRTs e TST;
- Consulta de processo judicial;
- Consulta de pauta de audiências, sessões e conciliação;
- Consulta de jurisprudência com opção de compartilhamento.
É possível consultar um processo TST pelo CPF?
Sim, é possível consultar um processo TST pelo CPF. No entanto, esta consulta está disponível apenas para casos julgados ou acordos não cumpridos. A consulta pode ser realizada a partir dos seguintes passos:
- Passo 1: Acesse o site do TST;
- Passo 2: Ainda na home, na seção à direita da tela, clique em “Certidões”;
- Passo 3: Clique em “Emitir Certidão”;
- Passo 4: Digite o número de CPF e faça o Captcha;
- Passo 5: Finalize clicando em “Emitir Certidão”;
Ao final, o documento será baixado em PDF, constando um selo da Justiça do Trabalho.
É possível consultar um processo TST por nome?
A consulta processual por nome no TST é possível por meio do sistema do tribunal. No entanto, usuários sem cadastro não conseguem realizar consultas pelo nome do empregado.
Na aba de consulta processual do TST, o usuário pode buscar por meio do nome dos advogados do processo e/ou nome do empregador. O sistema destaca, inclusive, que a busca traz resultados relacionados a pessoas jurídicas, ou seja, empresas.
Também é permitida a consulta por meio de identificação no TST com numeração única ou com numeração antiga, além de de consulta pela identificação no TRT com numeração antiga.
O que acontece depois que o processo vai para o TST?

Por se tratar de um recurso técnico, o encaminhamento do processo trabalhista ao TST depende de uma análise prévia da Presidência do TRT. Assim, se o processo for para o TST, precisamos considerar dois tipos de reclamações trabalhistas:
Dissídios individuais
Dissídio individual é o nome dado a ações em que o colaborador moveu uma ação contra o seu empregador na justiça. Então, neste tipo de ação trabalhista, quando entra o recurso para o TST e todos os demais recursos são esgotados, os autos do processo retornam à Vara de origem.
Na Vara de origem, há o início de uma nova fase: a execução. É na execução que são elaborados os cálculos, para que se pague o que é devido à parte vencedora.
Dissídios coletivos
Dissídio coletivo é o tipo de ação ajuizada pelos Sindicatos, Federações ou Confederações, para defesa dos interesses de seus filiados. Neste tipo de ação trabalhista, se o dissídio for parar no TST, é realizado o sorteio do relator, que o levará a julgamento da Sessão Especializada em Dissídios Coletivos.
A partir daí, a decisão do Dissídio Coletivo sobre as condições de trabalho poderá ser estendida a todos trabalhadores da mesma categoria profissional representada. Porém, isso depende que essa decisão seja compreendida na jurisdição do Tribunal.
Qual é o último recurso no TST processos?
O último recurso de um processo no TST é chamado de Recurso Extraordinário. Neste caso, o processo é endereçado ao Supremo Tribunal Federal (STF), sendo um mecanismo previsto unicamente nos casos em que há divergência de interpretação das normas constitucionais.
Conforme o Art. 102 da Constituição Federal de 1988, o Recurso Extraordinário só é concebível diante das seguintes hipóteses:
“Art. 102, CF- Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, recebendo-lhe:
III- julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida ou ato de governo local contestado em face desta Constituição;
d) julgar válida lei local contestada em lei federal”.
Como saber se meu processo no TST está no final?
Para saber se o seu processo no TST está na fase final, realize a consulta pública no site do TST, conforme orientamos alguns tópicos atrás. Ainda, se tiver alguma dificuldade, consulte o advogado da causa para receber suporte.
Como já dissemos, é difícil afirmar o tempo de um processo com precisão, pois isso envolve uma série de variáveis. Apesar disso, tenha paciência, porque a Justiça do Trabalho brasileira ainda é um dos ramos do poder judiciário brasileiro mais ágeis, conforme alguns levantamentos.
TST processos: Conclusão
Muitas pessoas ainda reviram os olhos quando o assunto é “justiça”. Acham chata, complicada, e demorada. A verdade é que, infelizmente, elas não estão totalmente erradas. É comum que principalmente os leigos reajam com certa estranheza e até desesperança.
Apesar disso, a Justiça Trabalhista ainda é o meio viável onde trabalhadores podem resguardar seus direitos. Pensando nisso tudo, vamos recapitular os principais aprendizados deste artigo? Confira:
- O Tribunal Superior do Trabalho (TST) é um órgãos dos Tribunais Superiores;
- O papel do TST é realizar a devida interpretação da legislação trabalhista e avaliar a aplicação do Direito por parte do Tribunal Regional do Trabalho;
- É possível consultar o andamento de um processo no TST através do Portal do TST, pelo seu navegador, ou mesmo pelo aplicativo oficial, o “JTe”;
- “Recurso Extraordinário” é o nome que se dá ao último recurso possível no TST;
- É possível saber se um processo está na fase final consultando o Portal do TST ou o aplicativo JTe. Ainda, é possível sabê-lo por meio de uma consulta com o advogado do caso.
Dúvidas frequentes
Entender como funcionam os processos do TST pode ser uma tarefa desafiadora. Esperamos que este conteúdo tenha esclarecido o funcionamento deste processo, mas, se ainda restou algum ponto, respondemos, a seguir, dúvidas frequentes relacionadas ao TST processos:
O que é TST?
TST é a sigla que representa o Tribunal Superior do Trabalho, órgão de instância máxima da Justiça Trabalhista, sediado em Brasília (DF).
O tribunal é formado por 27 ministros nomeados pelo Presidente do Brasil, sendo necessária a aprovação do Senado. A principal função do TST é julgar recursos de processos trabalhistas, uniformizando a interpretação da legislação nacional.
Isso acontece quando uma das partes discorda da decisão tomada em 2ª instância (no Tribunal Regional do Trabalho) e entra com um recurso.
Como funciona a consulta do TST?
A consulta de processos trabalhistas do TST pode ser feita pelo Sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJe) ou pelo sistema de consulta do TST.
Com o PJe, é possível fazer uma consulta mais completa, incluindo a visualização de peças processuais. A busca é gratuita, mas só pode ser realizada por usuários cadastrados. Além disso, informações sobre processos em segredo de justiça só podem ser consultadas por advogados ou procuradores cadastrados.
Outra opção é a consulta do TST. Nesse caso, não é necessário cadastro, mas os recursos de busca e resultados são mais limitados. No sistema, é possível encontrar resultados a partir do número de identificação no TST ou TRT, nome do empregador e nome do advogado.
Como consultar processo no TST pelo número?
Como dito acima, a consulta do processo no TST pode ser feita tanto pelo PJe, em casos de indivíduos cadastrados no sistema, quanto pelo TST, para quem não possui o cadastro.
Em ambas as opções, o usuário consegue buscar com o número do processo. Contudo, o nível de informações encontradas é diferente, já que a consulta do TST é mais simples.
“Remetidos os autos para Tribunal Superior do Trabalho para processar recurso”: O que significa?
Se deparou com a mensagem: “remetidos os autos para Tribunal Superior do Trabalho para processar recurso” e não sabe o que significa?
É mais simples do que parece.
Essa mensagem, basicamente, quer dizer que o processo que estava em tramitação no TRT será encaminhado para o TST, que é a instância máxima.
Isso acontece quando uma das partes não concorda com a decisão e entra com recurso. Assim, é necessário que o processo seja encaminhado para avaliação da decisão anterior pelo TST.
Processo parado no TST: o que fazer?
Se você tem um processo parado no TST, saiba que é possível agilizar o caso. Contudo, é comum que alguns processos caminhem de forma mais lenta e é importante tirar dúvidas sobre o andamento do caso diretamente com seu advogado.
Se realmente o processo estiver parado ou necessitar de urgência por alguma razão, o TST disponibiliza um serviço para solicitar prioridade no andamento processual.
Basta fazer uma solicitação à Ouvidoria do TST, incluindo as informações solicitadas. O procedimento é gratuito e pode ser feito por meio de formulário eletrônico, correspondência, telefone ou pessoalmente.
Como consultar processos antigos do TST?
O sistema de consulta do próprio TST permite a busca de processos pela numeração antiga ou unificada. Portanto, se você precisa buscar um processo antigo no TST, utilize a opção de consulta por numeração antiga.
Também é possível buscar pela numeração antiga no TRT.
Como baixar processo TST?
Para baixar um processo no TST, é necessário que o advogado responsável faça o cadastro e acesse o sistema PJe ou a aba de Visualização de Autos do sistema do TST.
Nesses casos, é necessário fazer o login para acessar as informações do processo e conseguir baixá-las.
Se você precisa baixar um processo que está envolvido, portanto, o ideal é entrar em contato com o seu advogado.
Quais são as etapas de um processo no TST?
As etapas de um processo no TST começam com a interposição do recurso, que é distribuído a um ministro relator.
Em seguida, o processo passa por análise, podendo haver manifestações das partes e do Ministério Público do Trabalho, quando necessário. Depois, o caso é julgado pelo órgão competente do Tribunal.
Por fim, a decisão é publicada e, se cabível, ainda podem ser apresentados novos recursos ou o processo retorna à instância de origem para cumprimento da decisão.
Qual a última instância de um processo trabalhista?
Na maioria dos processos trabalhistas, a última instância é o Tribunal Superior do Trabalho (TST), responsável por julgar recursos e uniformizar a aplicação da legislação trabalhista.
Entretanto, quando há discussão sobre questões constitucionais, o caso ainda pode ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Depois do TST, o processo vai para onde?
Após o julgamento pelo TST, o processo normalmente retorna à Vara do Trabalho de origem para o cumprimento da decisão. Apenas em situações excepcionais, quando há discussão sobre matéria constitucional, o caso pode ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Como emitir certidão de processos trabalhistas?
Existem diferentes tipos de certidões que podem estar relacionadas ao processo trabalhista, mas a mais comum é a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas. Este é um documento que comprova que uma pessoa física ou jurídica não tem pendências com a Justiça do Trabalho.
Portanto, quem precisa deste tipo de documentação deve consultar a aba de Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas do TST e escolher a opção “emitir certidão”.
Em seguida, é necessário informar CNPJ ou CPF, confirmar que não é um robô e realizar a emissão da certidão, que pode ser baixada ou enviada por e-mail.
Por meio do sistema, também é possível validar uma certidão que tenha tido acesso e queira confirmar sua veracidade.

Parabéns,muito esclarecedor
Muito obrigado pelo reconhecimento! Fico feliz em saber que as informações foram úteis e esclarecedoras para você. Se tiver mais dúvidas sobre processos no Tribunal Superior do Trabalho ou qualquer outro tema jurídico, sinta-se à vontade para perguntar. Estou aqui para ajudar!
Ótima aula de direito amei Tenho um processo trabalhista no TST desde abril deste ano,será que volta ainda este ano
Meu marido tem um processo no TST desde fevereiro de 2023 .
Ele necessita de cirurgia e precisa muito desta decisão, mas infelizmente hoje vive no limbo a esperar por uma justiça que demora muito.
Olá Verônica! Agradecemos por compartilhar seu comentário.
Sentimos muito pela situação do seu marido. Infelizmente, a morosidade na tramitação de processos, especialmente em instâncias superiores como o TST, é uma realidade que afeta muitos brasileiros. É ainda mais difícil quando há uma questão de saúde envolvida, como a necessidade de uma cirurgia.
Esperamos sinceramente que a decisão venha o quanto antes e que ele consiga o amparo necessário para cuidar da própria saúde com dignidade. Enquanto isso, é importante manter contato com o advogado responsável pelo processo para verificar se há alguma medida que possa acelerar ou reforçar o pedido, como liminares ou pedidos de urgência com base na situação clínica.
Desejamos melhoras para ele e que dê tudo certo com esta decisão.
Bom dia , que ótima explicação consegui entender com clareza, estou no aguardo de um processo que se encontra em 2° instância no TRT e basicamente entendi que o TRT aplicando e decidindo o TST irá fazer a revisão da decisão e dentro da legalidade julga procedente . Obrigado!!!
Bom dia! Fico contente em saber que a explicação foi clara e útil para você. Sobre o seu processo em segunda instância no TRT (Tribunal Regional do Trabalho), é importante entender que, caso haja recursos, ele pode ser submetido à revisão pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho).
O TST é o órgão de cúpula da Justiça do Trabalho no Brasil e atua principalmente como um tribunal de terceira instância, revisando decisões dos TRTs que contrariam a legislação federal ou que apresentam divergências de interpretação entre os diversos tribunais regionais. No TST, não se analisam mais questões de fato (como provas), mas sim questões de direito, ou seja, a aplicação e interpretação das leis.
Portanto, a decisão do TRT pode ser objeto de recurso para o TST, mas é importante ter em mente que não são todos os casos que são admitidos para revisão pelo TST, apenas aqueles que se enquadram em determinadas situações previstas em lei, como divergências jurisprudenciais ou violação direta de dispositivo legal.
Espero que seu processo tenha uma resolução justa e dentro da legalidade. Se tiver mais dúvidas ou precisar de mais informações, fique à vontade para perguntar!
Ótima aula de direito amei Tenho um processo trabalhista no TST desde abril deste ano,será que volta ainda este ano
Olá, Geraldo! Que bom que gostou, não esqueça de conferir nossos outros conteúdos!
Estou com um processo em análise queria notícia dele como faço
Olá, Leonardo! Tudo bem?
Conforme citamos no artigo, existem duas formas de consultar a situação do processo:
1) Pelo portal do TST
2) Pelo JTe (aplicativo oficial da Justiça do Trabalho)
Você pode realizar a consulta por meio do número do processo. Caso não tenha, é possível optar por outros dados, como numeração antiga do processo, nome das partes envolvidas ou nome o OAB dos advogados.
A partir da consulta, você consegue verificar todas movimentações e decisões já publicadas.
Portanto, recomendamos que, se você quer notícias sobre o processo, realize a consulta seguindo esse passo a passo. Caso ainda restem dúvidas, recomendamos que busque orientação do seu advogado para saber mais detalhes da situação.
Esperamos que nosso conteúdo tenha sido útil e te convidamos a acompanhar nosso blog!
Sr. Responsáveis é que estou no aguardo a muito tempo esperando esse processo,eo meu advogado só manda esperar, fico sem saber o que acontece.
Olá, Carlos! Como vai? Entendo a sua angústia, esperar por um processo no TST realmente gera muita ansiedade.
Contudo, é importante saber que os processos trabalhistas, especialmente no TST, costumam levar bastante tempo, e muitas fases não têm movimentações visíveis por meses. Por isso, muitas vezes o advogado orienta apenas a aguardar.
De toda forma, você tem direito de:
– Pedir ao seu advogado uma explicação mais detalhada sobre em que fase o processo está;
– Solicitar o número do processo para acompanhar diretamente pelo site do TST;
– Entender se há algum prazo ou previsão, mesmo que aproximada.
Como este é um canal informativo, não temos acesso a processos específicos. Mas esperamos que as informações do texto ajudem você a compreender melhor como funciona a tramitação no TST.
Desejamos que seu caso tenha uma solução o quanto antes