Ter seguro para lancha tem a ver com não deixar que um único evento coloque em risco um ativo caro, uma operação em andamento ou meses de caixa comprometido.
Quer dizer, quem enxerga a lancha como patrimônio sabe que basta um problema fora do roteiro para o prejuízo virar estrutural.
Para você ter ideia, uma lancha avaliada em R$ 3 milhões foi totalmente destruída por um incêndio no mar de Angra dos Reis, segundo o CQCS. Felizmente, ninguém ficou ferido, mas, do ponto de vista financeiro, o ativo deixou de existir.
A pergunta é: quem vai absorver essa perda?
Sem um seguro para lancha bem estruturado, o custo recai 100% sobre o proprietário ou sobre a empresa.
O mesmo tende a ocorrer quando a apólice é contratada no automático, sem clareza sobre o que é obrigatório, facultativo e, principalmente, o que não está coberto.
Por isso, preparamos este conteúdo para você tirar as suas principais dúvidas sobre o assunto. Continue a leitura!
O que é o seguro para lancha?
Trata-se de uma apólice que protege uma embarcação contra danos materiais, responsabilidades civis e, em alguns casos, acidentes pessoais.
Pode incluir coberturas obrigatórias, como o DPEM, e opcionais, como seguro casco, sendo indicada tanto para proprietários quanto para empresas que utilizam lanchas em operações comerciais.
Um caso real ajuda a visualizar melhor. Recentemente, uma embarcação avaliada em R$ 3 milhões foi destruída após um incêndio no mar de Angra dos Reis.
Quando há um seguro bem estruturado em situações como essa, a indenização prevista em apólice pode cobrir a perda total e ainda reduzir custos adicionais, como a retirada de destroços.
Porém, nem toda apólice responde da mesma forma. As coberturas variam entre básicas e adicionais, e é essa combinação que define se o seguro vai, de fato, proteger o patrimônio ou apenas existir no papel.
Veja também:
- Seguro transporte marítimo: Saiba agora como funciona
- Seguro para barco de pesca: o que é e como funciona esse tipo de seguro náutico? Veja importância e principais coberturas
- Seguro jet ski: como funciona, quais as principais coberturas e quando contratar?
Quais os tipos de seguro para lancha?
Os principais tipos de seguro para lancha são o seguro casco, que protege a embarcação contra danos materiais como colisões, incêndios e perda total.
E ainda, o seguro DPEM, obrigatório por lei, que indeniza danos pessoais causados a tripulantes, proprietários ou terceiros envolvidos em acidentes náuticos.
Detalhamos cada um a seguir. Confira!
- Seguro casco lancha;
- Seguro DPME lancha.
1. Seguro casco lancha
O seguro casco lancha é a cobertura que cuida, literalmente, da embarcação em si. Ele protege o casco, as máquinas e os equipamentos contra danos causados por situações comuns na navegação, como colisões, encalhes, incêndios e problemas provocados por condições climáticas adversas.
Em outras palavras, funciona como uma rede de proteção para um ativo de alto valor: se algo acontece, o seguro ajuda a arcar com os custos de reparo ou, nos casos mais graves, com a indenização por perda total. É esse tipo de cobertura que evita que um imprevisto vire um prejuízo difícil de absorver.
2. Seguro DPEM lancha
Já o seguro DPEM lancha, conhecido como Seguro de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por sua Carga, tem um foco diferente. Ele não protege a embarcação, mas sim as pessoas envolvidas.
Trata-se de um seguro obrigatório, criado por lei, que indeniza danos pessoais causados por embarcações ou por suas cargas, independentemente de quem seja o responsável pelo acidente.
A cobertura inclui indenizações por morte, invalidez permanente e despesas médicas, alcançando proprietários, tripulantes, condutores e terceiros.
Quem pode contratar seguro para lanchas?
Podem contratar tanto proprietários que utilizam a embarcação para lazer quanto empresas que operam comercialmente.
No uso recreativo, as coberturas se ajustam ao perfil do proprietário. Já no uso comercial, a apólice considera frequência de uso, área de navegação, passageiros e tipo de operação, exigindo análise técnica especializada.
Saiba mais!
- Uso recreativo;
- Uso comercial.
1. Uso recreativo
Quando a lancha é usada para lazer, passeios particulares ou esportes náuticos, o seguro costuma ser mais simples de estruturar.
Ainda assim, não significa que seja padrão. Isso porque, o valor da embarcação, a região aonde ela navega e a forma de uso fazem diferença na definição das coberturas e dos limites.
A ideia é proteger o patrimônio contra danos comuns da navegação, sem contratar mais do que o necessário e sem arriscar ficar descoberto por detalhes que passaram despercebidos na contratação.
2. Uso comercial
No uso comercial, o seguro para lancha exige um olhar mais técnico. Empresas que operam com turismo náutico, transporte de passageiros ou apoio marítimo lidam com riscos maiores e mais frequentes. Por isso, a apólice precisa refletir a realidade da operação.
Quer dizer, fatores como frequência de uso, área de navegação, número de passageiros e tipo de serviço prestado influenciam a aceitação do risco e as coberturas.
É nesse ponto que a análise especializada é muito bem-vinda, evitando contratações genéricas que podem resultar em negativas de sinistro no momento mais crítico.
Como funciona o seguro para lancha?
O seguro para lancha funciona a partir da análise do perfil da embarcação e do seu uso.
Com essas informações, as seguradoras avaliam o risco, apresentam propostas e o proprietário escolhe a cobertura mais adequada. Após a aprovação, a apólice é emitida e a embarcação passa a estar segurada.
Quer um exemplo?
Pense na colisão entre duas lanchas na travessia entre Valença e Morro de São Paulo, na Bahia, como publicado na CNN Brasil. O acidente foi grave, deixou vítimas e exigiu uma grande mobilização de resgate, atendimento médico e investigação pelas autoridades marítimas.
Em uma situação assim, o seguro DPEM, que é obrigatório, é o primeiro a ser acionado. Ele garantiria indenização por morte, invalidez permanente e despesas médicas das pessoas envolvidas, independentemente de quem causou o acidente.
Já o seguro casco, quando contratado, entra para lidar com os danos materiais. Uma das embarcações chegou a naufragar parcialmente e precisou ser retirada do local. Isto é, esse tipo de operação envolve custos altos com reflutuação, reboque e reparos, despesas que, com a cobertura adequada, ficam a cargo da seguradora.
Para continuar a explicação sobre o funcionamento do seguro para lancha, confira as etapas envolvidas:
- Levantamento das informações da lancha;
- Análise de risco pelas seguradoras;
- Apresentação das propostas;
- Escolha da cobertura ideal;
- Emissão da apólice.
1. Levantamento das informações da lancha
Tudo começa com entender a embarcação de verdade. Nessa etapa, entram dados como valor, modelo, ano, tipo de uso e onde a lancha costuma navegar. Essas informações são o que evita que o seguro seja genérico demais e falhe quando você mais precisa dele.
2. Análise de risco pelas seguradoras
Com os dados em mãos, as seguradoras avaliam o risco envolvido. Elas cruzam o perfil da lancha com fatores como frequência de uso, área de navegação e histórico. É essa análise que define se a proposta será mais simples ou mais robusta.
3. Apresentação das propostas
Depois da análise, surgem as propostas. Cada uma traz combinações diferentes de coberturas, limites e valores. Esse é o momento de comparar com calma e entender o que cada opção cobre, em vez de olhar apenas o preço final.
4. Escolha da cobertura ideal
A melhor cobertura não é a mais barata nem a mais completa, mas a que faz sentido para o uso real da lancha. É nessa etapa que se evita o erro comum de economizar agora e pagar caro depois.
5. Emissão da apólice
Com a escolha feita, a apólice é emitida. A partir daí, a lancha passa a estar segurada dentro das condições contratadas. É o ponto final do processo e o início da proteção de fato, com regras claras e cobertura válida.
Quais as coberturas do seguro para lancha?
As coberturas do seguro para lancha incluem proteção ao patrimônio e às pessoas envolvidas. O seguro casco cobre danos à embarcação, como colisões, incêndio, perda total e custos de resgate. Já o seguro DPEM indeniza morte, invalidez permanente e despesas médicas decorrentes de acidentes náuticos.
Acompanhe:
- Coberturas do seguro casco lancha;
- Coberturas do seguro DPEM lancha.
1. Coberturas do seguro casco lancha
Quando falamos de seguro casco lancha, estamos falando do que acontece quando a embarcação sofre algum tipo de dano. Pode ser colisão, encalhe, incêndio ou uma situação mais grave, como a perda total. Nesses casos, a cobertura serve para reparar os danos ou indenizar o valor previsto em apólice.
Além disso, muitas pessoas só percebem depois que custos como reboque, resgate e salvamento também entram no prejuízo. Em todas essas situações, o seguro é o seu aliado. Dependendo da contratação, ainda dá para incluir despesas extras e ajustes de valor para evitar que parte do custo fique descoberta.
2. Coberturas do seguro DPEM lancha
Já o seguro DPEM lancha é acionado quando o impacto do acidente vai além da embarcação. Ele cobre danos pessoais, como morte acidental, invalidez permanente (total ou parcial) e despesas médicas decorrentes do atendimento.
Essa proteção vale para qualquer pessoa envolvida no acidente, seja tripulante, proprietário ou terceiro. Por ser obrigatório, o DPEM garante uma base mínima de proteção, funcionando como um respaldo financeiro quando o foco passa a ser as pessoas, e não apenas o patrimônio.
O que o seguro para lancha não cobre?
Separamos as exclusões por tipo de seguro para você entender melhor. Confira as principais!
Seguro casco lancha
- Atos ilícitos, fraude ou negligência grave do segurado ou responsáveis;
- Danos causados por guerras, rebeliões, terrorismo, greves ou confisco estatal;
- Perdas financeiras por paralisação da lancha (lucros cessantes);
- Danos morais e estéticos, salvo contratação específica;
- Poluição, contaminação ambiental e riscos nucleares;
- Ataques cibernéticos, falhas de sistemas ou interferências eletromagnéticas;
- Eventos extremos fora das condições contratadas (ex.: terremotos, ventos acima do limite);
- Sinistros relacionados a armas químicas, biológicas ou eletromagnéticas;
- Ocorrências envolvendo asbesto, salvo exceções previstas em apólice.
Seguro DPEM lancha
- Multas, fianças ou penalidades aplicadas ao proprietário ou condutor;
- Danos pessoais decorrentes de radiação ionizante ou contaminação nuclear.
As exclusões podem variar conforme a seguradora e a apólice contratada, o que torna a análise técnica essencial para evitar surpresas no momento do sinistro.
Quais as vantagens de fazer o seguro para lancha?
As vantagens de fazer o seguro para lancha estão na proteção financeira diante de riscos reais, como colisões, incêndios e naufrágios.
Além de cobrir danos ao patrimônio, o seguro DPEM garante indenização a vítimas em acidentes, que reduz impactos legais, operacionais e financeiros quando falhas ou imprevistos acontecem.
Para você ter ideia, saiba que o naufrágio da embarcação de apoio MRB VII, que afundou de madrugada enquanto estava ancorada na Ilha Redonda, se somou a uma sequência de ocorrências envolvendo lanchas em más condições. O caso foi publicado no Sindicato de Petroleiros do Rio de Janeiro.
Não houve vítimas, mas e se alguém tivesse se ferido? Ou se houvesse uma morte?
É para esse tipo de situação que o seguro para lancha existe. Ele pode indenizar vítimas em caso de morte, invalidez ou despesas médicas. Além disso, o seguro casco, quando contratado, ajuda a absorver o prejuízo material.
Quem exige o seguro para lancha?
O seguro para lancha é exigido por autoridades marítimas, por meio do seguro DPEM, obrigatório para embarcações registradas no Brasil.
Além disso, marinas, portos, contratantes de serviços náuticos, empresas parceiras e órgãos reguladores podem exigir a comprovação do seguro para permitir operação, atracação ou prestação de serviços.
Qual é o valor do seguro para lancha?
O valor do seguro para lancha costuma variar entre 0,5% e 2% do valor da embarcação ao ano. O preço depende do tipo de uso, região de navegação, coberturas contratadas e histórico do proprietário. Por isso, não há valor fixo, a cotação precisa ser personalizada conforme o risco.
Quer dizer, é na cotação que entram detalhes como com que frequência a lancha navega, se o uso é só recreativo ou comercial, por onde ela costuma navegar, quais coberturas fazem sentido e quais só encarecem a apólice sem trazer benefício.
Para visualizar melhor, pense em uma lancha avaliada em R$ 1 milhão. Com base nessa faixa média:
- um seguro em torno de 0,5% custaria cerca de R$ 5 mil por ano;
- Já um seguro mais completo, próximo de 2%, ficaria em torno de R$ 20 mil por ano.
Portanto, uma boa cotação evita dois erros comuns: pagar caro por algo que você não precisa ou economizar demais e descobrir, só no sinistro, que ficou descoberto. É por isso que, no seguro para lancha, personalizar é parte da gestão do risco.
Quais seguradoras fazem o seguro para lancha?
No Brasil, o seguro para lancha é oferecido por seguradoras com critérios técnicos próprios. As principais são:
- Essor Seguros – forte atuação em nichos e análise detalhada do risco;
- Mapfre – lanchas, iates e veleiros, geralmente acima de R$ 50 mil;
- Yellum – foco em lazer, perfil mais seletivo;
- Allianz – proteção patrimonial estruturada;
- Chubb – aceita embarcações de lazer até 25 anos;
- Tokio Marine – soluções personalizadas;
- Bradesco Seguros – cascos e embarcações de esporte e recreio.
A escolha da seguradora depende do valor da lancha, tipo de uso e área de navegação, o que torna a curadoria da corretora importante para evitar custos desnecessários ou falhas de cobertura.
O que é necessário para cotar o seguro para lancha?
É preciso reunir:
- Identificação da embarcação, como registro e características técnicas;
- Ano de fabricação, modelo e valor de mercado, que servem de base para a indenização;
- Tipo de uso para indicar se a lancha é recreativa ou comercial;
- Área de navegação, como mar aberto, águas abrigadas ou rotas específicas;
- Informações do proprietário ou empresa, o que inclui CPF ou CNPJ;
- Histórico de uso ou sinistros, quando houver.
Com esses dados, a seguradora avalia o risco e apresenta uma proposta alinhada à realidade da embarcação. Inclusive, hoje, já é possível fazer toda a cotação do seguro para lancha de forma 100% on-line ao reunir esses dados em um único formulário e permitir que a análise aconteça com muito mais agilidade.
É assim que funciona na Mutuus Seguros. A plataforma organiza as informações da embarcação, cruza os dados com os critérios das seguradoras e apresenta propostas compatíveis com o perfil da lancha e do uso informado.
Como acionar o sinistro do seguro para lancha?
Para acionar o sinistro do seguro para lancha, siga este passo a passo:
- Comunique imediatamente a corretora para relatar o ocorrido e receber as primeiras orientações;
- Reúna documentos e registros, como apólice, fotos, vídeos e boletins, quando aplicável;
- A corretora encaminha as informações à seguradora para evitar erros ou inconsistências no aviso de sinistro;
- Acompanhe o processo com a corretora, que intermedia a regulação até a conclusão e pagamento da indenização.
Imagine, por exemplo, que sua lancha sofre uma colisão durante a navegação e precisa ser rebocada até a marina. Assim que o problema acontece, você entra em contato com a corretora, que orienta sobre os primeiros passos, quais registros fazer e quais documentos separar.
Com esse suporte, a comunicação com a seguradora fica mais simples. A corretora centraliza o envio das informações, acompanha a vistoria e cobra prazos durante a regulação do sinistro.
Até porque, para quem já lida com o prejuízo e a paralisação da embarcação, ter alguém que conduz o processo reduz retrabalho, evita erros e acelera a indenização.
Quais documentos são necessários para acionar o seguro para lancha?
Normalmente são solicitados:
- Apólice de seguro vigente, para identificação da cobertura;
- Documentos da embarcação, como TIE ou TIEP atualizados;
- Habilitação do condutor (CHA) válida no momento do incidente;
- Documentos do proprietário, como RG, CPF ou CNH;
- Registro do ocorrido, o que inclui boletim de ocorrência quando houver roubo, furto ou vítimas;
- Fotos, relatos e laudos, além de orçamentos de reparo em caso de danos parciais.
Como contratar o seguro para lancha?
A contratação do seguro para lancha pode ser simples quando segue um fluxo bem definido:
- Inicie pela cotação on-line, informando dados da embarcação, tipo de uso e área de navegação;
- A corretora analisa o perfil do risco, evitando coberturas inadequadas ou custos desnecessários;
- Receba propostas de diferentes seguradoras, com comparativos de preço e cobertura;
- Escolha a solução mais adequada, com apoio consultivo para tomar a melhor decisão;
- A apólice é emitida digitalmente;
- Conte com suporte contínuo, tanto na gestão da apólice quanto no acionamento de sinistros.
Faça uma cotação do seguro lancha com a Mutuus
Seguro para lancha é um meio de controle do risco, do impacto financeiro e das decisões quando algo sai do planejado. Afinal, colisões, incêndios, naufrágios e falhas operacionais não são exceções no ambiente náutico, são eventos possíveis e, em muitos casos, recorrentes.
Por isso, se a sua lancha é tratada como patrimônio empresarial, a escolha mais inteligente é contar com um seguro cuja cobertura esteja alinhada ao nível dessa responsabilidade.
A Mutuus Seguros ajuda sua empresa a estruturar uma proteção adequada, considerando uso, perfil operacional e exposição aos riscos.
O processo é 100% on-line, com análise técnica, propostas comparáveis e apoio consultivo do início à contratação e, principalmente, quando o seguro precisa funcionar!

Ficou com alguma dúvida?