Você já deve ter recebido um e-mail com aparência legítima e mensagens do tipo: “Atualize sua senha agora”, “Seu boleto venceu” “Pagamento recusado’’, “Clique aqui para evitar o bloqueio”… É assim que muitos ataques de phishing começam.
Então, imagine: sua equipe corrida e, no meio da rotina, um colaborador recebe um e-mail que parece vir de um fornecedor conhecido. O nome é familiar, a mensagem parece genuína e ele clica.
Dependendo do golpe, em minutos, criminosos podem acessar contas corporativas, roubar informações e comprometer a operação da empresa. Agora, sabe o que é pior? O phishing não mira apenas grandes empresas.
Segundo a Kaspersky, 46% dos ataques cibernéticos registrados entre 2024 e 2025 tiveram como alvo pequenas empresas. Ou seja, negócios menores também estão no radar dos criminosos digitais, inclusive em golpes como o phishing.
Mas calma, é possível prevenir e minimizar as consequências em caso de problemas como o phishing. Continue a leitura e tire as principais dúvidas!
O que é phishing?
Phishing é um golpe cibernético em que criminosos usam e-mails, mensagens, sites falsos ou outros canais que parecem legítimos para enganar pessoas e obter dados sensíveis, como senhas, informações bancárias ou acessos corporativos.
É uma das formas mais comuns de fraude digital contra indivíduos e empresas, segundo a International Business Machines Corporation (IBM).
Isto é, o relatório Cost of a Data Breach da IBM mostra que o phishing é responsável por 15% de todos os incidentes analisados. Afinal, apenas clicar em uma mensagem falsa pode expor informações estratégicas e gerar diferentes impactos financeiros e operacionais para a empresa.
Você pode ver esse tipo de ataque phishing em situações comuns na rotina empresariais. Um exemplo é o WhatsApp Web, muito usado por PMEs para trocar mensagens com clientes, fornecedores e equipes.
Em um caso identificado pela Trend Micro, criminosos enviavam mensagens com falsos comprovantes de pagamento ou orçamentos para convencer a vítima a baixar um arquivo malicioso no computador.
Ao abrir o arquivo, as consequências podiam incluir:
- acesso indevido ao computador da vítima;
- roubo de credenciais corporativas;
- invasão de contas empresariais;
- uso do próprio WhatsApp da empresa para espalhar novas mensagens maliciosas a outros contatos.
Ou seja, o que parecia uma troca de mensagens comum podia rapidamente virar um incidente com efeitos operacionais e financeiros para o negócio.
Como funciona o phishing na prática?
Geralmente, o processo acontece dessa maneira:
- O criminoso cria uma mensagem falsa com aparência legítima – como um e-mail, SMS, WhatsApp ou página que imita bancos, fornecedores, plataformas ou até contatos conhecidos;
- A mensagem cria senso de urgência ou confiança – frases como “pagamento pendente” são comuns para acelerar a decisão;
- A vítima realiza a ação solicitada – como clicar em um link, baixar um arquivo, inserir credenciais ou fornecer informações sensíveis;
- Os criminosos capturam dados ou acessam sistemas – com as informações obtidas, podem invadir contas, roubar dados ou movimentar valores indevidamente.
Por exemplo, pense na rotina de um MEI. Você recebe uma mensagem informando que seu cadastro como microempreendedor está prestes a ser cancelado. Então, para evitar o bloqueio, precisa clicar em um link ou pagar uma suposta taxa de regularização.
Como o assunto faz parte do cotidiano de quem empreende e a mensagem transmite urgência, a solicitação pode parecer verdadeira à primeira vista. Mas, ao seguir a instrução, os riscos podem incluir:
- pagamento de uma cobrança falsa;
- compartilhamento de dados pessoais, bancários ou empresariais com criminosos;
- uso dessas informações em novos golpes ou acessos indevidos a contas.
Esse tipo de golpe já gerou alertas públicos. Em um caso divulgado pela Prefeitura de Petrópolis, criminosos enviavam mensagens falsas a MEIs alegando problemas no cadastro para induzir pagamentos indevidos.
Porém, os riscos para microempreendedores não se limitam ao ambiente digital. Vale conhecer outros conteúdos sobre proteção para a rotina do negócio, como seguro de vida para MEI e seguro auto para MEI.
Por que o phishing é tão perigoso?
Porque explora erros humanos para causar grandes prejuízos. Só no 1º trimestre de 2025, a APWG registrou mais de 1 milhão de ataques, enquanto a IBM estima em US$ 4,44 milhões o custo médio global de uma violação de dados.
Quer dizer, assim como em outras situações do dia a dia, grandes prejuízos nem sempre começam com decisões obviamente arriscadas. Às vezes, basta um descuido: um segundo de distração no trânsito, um celular que escapa da mão, um eletrodoméstico que quebra de repente…
No ambiente digital, o mecanismo pode ser semelhante. Uma mensagem que parece legítima, aberta no meio da correria, pode ser suficiente para desencadear um incidente com consequências graves para a empresa.
E se você já investe em formas de proteção para riscos físicos (como seguro auto para veículos da operação) por que a proteção de ativos digitais, como dados, ficaria de fora?
Quais os principais tipos de phishing?
Os principais tipos de phishing são diferentes estratégias usadas por criminosos para enganar vítimas e roubar informações, como senhas, dados bancários ou acessos corporativos. Entre os formatos mais comuns estão Blind Phishing, Spear Phishing, Whaling, SMS Phishing, Voice Phishing, Clone Phishing e Pop-up Phishing.
Embora todos tenham o mesmo objetivo, os golpes de phishing usam abordagens diferentes para enganar a vítima. A tabela abaixo resume as principais características de cada tipo:
| Tipo de phishing | Como funciona | Alvo mais comum |
| Blind Phishing | Mensagens genéricas enviadas em massa para atingir o maior número possível de vítimas. | Público em geral e empresas |
| Spear Phishing | Golpe personalizado com dados reais da vítima para parecer mais confiável. | Funcionários e gestores |
| Whaling | Ataque direcionado a executivos para roubo de dados estratégicos ou fraude financeira. | CEOs, diretores e sócios |
| SMS Phishing (Smishing) | Mensagens de texto falsas com links ou cobranças urgentes. | Consumidores e profissionais |
| Voice Phishing (Vishing) | Ligações fraudulentas que simulam bancos, empresas ou suporte técnico. | Equipes administrativas e financeiras |
| Clone Phishing | Cópia de uma mensagem legítima com link ou anexo malicioso. | Funcionários e empresas |
| Pop-up Phishing | Janelas falsas que simulam alertas ou pedidos de login para roubar dados. | Usuários de internet e empresas |
Quais os sinais de que pode ser phishing?
Segundo o Fascículo de Phishing e Outros Golpes do Portal Gov.br, é importante ficar atento a sinais como:
- mensagens com senso de urgência, como “resolva agora”, “evite bloqueio” ou “última chance”;
- pedido de dados sensíveis, como senhas, códigos de autenticação, dados bancários ou informações cadastrais;
- links suspeitos ou encurtados, que dificultam identificar o destino real;
- remetente desconhecido ou endereço com pequenas alterações, mesmo quando o nome parece familiar;
- erros de escrita, formatação estranha ou identidade visual inconsistente;
- anexos inesperados, principalmente arquivos ZIP, executáveis ou documentos que exigem download;
- mensagens que simulam bancos, fornecedores, marketplaces, órgãos públicos ou plataformas conhecidas;
- solicitações incomuns de pagamento, transferência ou atualização cadastral.
Quais são os exemplos comuns de golpes de phishing?
São os seguintes:
- E-mails falsos de bancos pedindo atualização cadastral ou confirmação de acesso;
- Mensagens sobre boletos, cobranças ou pagamentos pendentes com links fraudulentos;
- WhatsApp com falsos comprovantes, orçamentos ou pedidos urgentes para baixar arquivos ou clicar em links;
- SMS alertando sobre compras suspeitas, bloqueio de conta ou problemas cadastrais, como: “Compra aprovada no valor de R$ 1.850. Se não reconhece, clique aqui”;
- Ligações em nome de bancos, suporte técnico ou fornecedores solicitando validação de dados;
- Páginas falsas de login que imitam plataformas como Microsoft 365, Google ou internet banking para capturar credenciais;
- Mensagens falsas em nome de órgãos públicos, como cobranças indevidas para MEIs com avisos de suposto cancelamento de cadastro ou necessidade de regularização urgente.
O que fazer se cair em um golpe de phishing?
O Fascículo de Phishing e Outros Golpes do Portal Gov.br recomenda interromper a interação com a fraude e tomar medidas imediatas para proteger dados e acessos, como:
- Interrompa a ação imediatamente, fechando a página, encerrando o download ou desligando a interação com a mensagem suspeita;
- Troque senhas comprometidas o quanto antes, especialmente de e-mails, internet banking, sistemas corporativos e plataformas conectadas;
- Ative ou revise a autenticação em dois fatores (2FA) para dificultar acessos indevidos;
- Avise o banco ou instituição financeira imediatamente, caso tenha informado dados bancários ou autorizado pagamentos;
- Notifique a área de TI ou o responsável pela segurança cibernética da empresa, se o incidente envolver ambiente corporativo;
- Desconecte o dispositivo da internet, caso tenha baixado ou executado um arquivo suspeito, para reduzir o risco de propagação;
- Monitore contas, movimentações financeiras e acessos incomuns nos dias seguintes;
- Registre e denuncie a tentativa de golpe em canais oficiais, quando aplicável.
Como se proteger contra phishing?
A proteção contra phishing exige medidas preventivas e de resposta, como verificar links e remetentes, evitar downloads suspeitos, usar autenticação em dois fatores e treinar usuários para reconhecer golpes.
Para empresas, estratégias complementares de proteção, como o seguro cyber, também podem ajudar a reduzir impactos financeiros e operacionais.
Até porque, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) reforça a responsabilidade das empresas na proteção de dados pessoais e na resposta a incidentes de segurança.
Assim, além de investir em prevenção contra phishing, muitas empresas passaram a considerar mecanismos de proteção financeira para lidar com consequências que podem surgir se um ataque comprometer informações sensíveis.
E dependendo da cobertura contratada, o seguro cyber pode ajudar com situações como:
- custos de resposta a incidentes cibernéticos;
- despesas com investigação técnica e contenção do ataque;
- responsabilidade civil por danos a terceiros, quando aplicável (seguro cyber LGPD);
- prejuízos relacionados a vazamento, roubo ou sequestro de dados;
- custos jurídicos e outros impactos previstos em apólice.
Como empresas podem se proteger contra phishing?
Ao combinar treinamento de colaboradores, autenticação multifator, controles de acesso, filtros de e-mail e protocolos internos de validação.
Como um único clique pode interromper operações críticas, também faz sentido estruturar planos de resposta e mecanismos de proteção para momentos em que a prevenção não for suficiente, como o seguro cyber.
Afinal, você colocaria um veículo em circulação apostando apenas nos mecanismos de prevenção, sem considerar proteção caso algo desse errado? Isto é, mesmo com freios em bom estado, airbags, cinto de segurança, revisões em dia e sistemas de assistência ao motorista, acidentes ainda podem acontecer.
Essa analogia quer dizer que, controles preventivos reduzem riscos, mas não tornam a empresa imune a incidentes. Inclusive, levantamentos de cibersegurança da Kaspersky apontam que o phishing está entre os golpes virtuais mais comuns no Brasil, com mais de 553 milhões de tentativas registradas.
Como o seguro cyber protege sua empresa em caso de phishing?
O suporte pode acontecer desse modo:
- O ataque é identificado, após o roubo de credenciais, invasão de contas ou suspeita de vazamento de dados;
- A empresa aciona a resposta ao incidente, com suporte para conter o problema e reduzir a propagação do ataque;
- Especialistas avaliam os impactos, investigando o que foi comprometido e quais sistemas ou dados foram afetados;
- A recuperação da operação é iniciada, com apoio para lidar com interrupções e minimizar prejuízos;
- Custos e responsabilidades decorrentes do incidente podem ser amparados, conforme as condições da apólice, incluindo despesas jurídicas ou danos a terceiros, quando aplicável.
Em síntese, enquanto a prevenção busca evitar o phishing, o seguro cyber ajuda a empresa a responder melhor quando o incidente já aconteceu.
Como contratar o seguro cyber?
Em geral, o passo a passo funciona assim:
- A empresa avalia sua exposição a riscos cibernéticos, considerando uso de dados, sistemas, transações digitais e dependência operacional da tecnologia;
- Define quais necessidades de proteção fazem sentido para o negócio, como cobertura para vazamento de dados, resposta a incidentes ou responsabilidade civil;
- Busca uma corretora especializada, que possa analisar o perfil da empresa e apresentar opções compatíveis com a realidade da operação;
- Fornece informações para cotação, como porte do negócio, segmento de atuação, volume de dados tratados e práticas de segurança já adotadas;
- Compara coberturas, limites e condições da apólice, para entender o que está incluído na proteção;
- Formaliza a contratação, após escolher a proposta mais adequada às necessidades da empresa.
Contrate o seguro cyber com a Mutuus
Agora você já sabe, phishing não é um risco distante ou restrito a grandes empresas. Basta um clique para comprometer acessos, interromper operações e gerar prejuízos difíceis de prever.
A pergunta, então, é se está preparada para lidar com as consequências. Com a Mutuus, você encontra apoio especializado para contratar um seguro cyber alinhado aos riscos reais do seu negócio.
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Principais aprendizados
- Phishing é um golpe de engenharia social que explora confiança, urgência e distração para roubar dados ou acessar sistemas corporativos;
- Um único clique em uma mensagem falsa pode causar vazamento de dados, invasão de contas, interrupção operacional e prejuízos financeiros;
- Como nenhum ambiente é totalmente imune a incidentes, o seguro cyber pode complementar a estratégia de proteção ao apoiar a resposta e reduzir impactos quando um ataque acontece.

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