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Seguro para carros antigos: o que cobre, quem pode contratar e principais vantagens

Você sabe como proteger seu parceiro de quatro rodas com um seguro para carros antigos?

Quem tem um carro antigo sabe que ele vai muito além de um meio de transporte: é memória, história e, muitas vezes, um projeto de vida que envolve muito investimento.

Por isso, o medo de um roubo ou acidente é natural.

São anos de cuidado, restauração, peças difíceis de encontrar e atenção aos detalhes – quesitos que muitas vezes o mercado não leva em conta.

E mesmo com seguro, há ainda o risco de receber uma indenização que não está de acordo com o valor real do veículo nem o investimento financeiro dedicado ao longo do tempo.

A boa notícia é que os seguros para carros antigos são pensados justamente para proteger esse tipo de veículo, de forma completa e personalizada.

Neste post, reunimos tudo o que você precisa saber sobre essa proteção veicular!

O que é o seguro para carros antigos?

O seguro para carros antigos é uma modalidade criada para proteger veículos raros, clássicos ou usados, que fogem do padrão comum do mercado.

Na prática, isso significa mais respeito pela história do carro e consideração ao veículo como um bem único, que merece uma proteção sob medida.

Com esse tipo de seguro, veículos que geralmente possuem por volta de 20 anos ou mais podem contar com coberturas como roubo, furto, colisão, incêndio e danos a terceiros.

A precificação vai além das tabelas tradicionais, levando em conta o estado de conservação, a originalidade e o valor real do automóvel, considerando o investimento feito pelo proprietário ao longo dos anos.

A maioria das seguradoras tradicionais não oferece seguro para carros antigos devido a complexidade na reposição de peças. E quando aceitam modelos mais antigos, os preços costumam ser mais altos.

Isso nos leva a outra questão importante:

O que caracteriza um carro antigo?

Não existe um consenso na classificação do que é um carro antigo por idade. 

Enquanto algumas tabelas caracterizam como antigo um veículo com 30 anos, outros já consideram o critério de 20 anos, considerando que suas características originais estejam preservadas ou que o veículo tenha passado por um processo cuidadoso de restauração.

Em resumo, podemos classificar veículos antigos de três formas:

Veículos usados

São veículos antigos de uso para lazer ou trabalho, cobrindo eventos como roubo, furto e colisão. A Suhai Seguradora, por exemplo, aceita veículos com mais de 20 anos, incluindo motos, carros e caminhões de qualquer marca, modelo e ano.

Veículos clássicos

Carros com valor histórico, design ou importância cultural reconhecida, que atraem colecionadores e entusiastas. Geralmente, são preservados com atenção aos detalhes originais e são apresentados em encontros, exposições ou eventos de carros antigos.

Veículos de colecionadores

Automóveis raros, únicos ou com alta valorização no mercado de colecionáveis. Esses veículos geralmente recebem manutenção e restauração cuidadosa, têm histórico documentado e são considerados patrimônio, muitas vezes sem uso diário.

Em todos os casos, o fator “idade” não é o que mais pesa, mas sim o cuidado, o uso ocasional e o valor histórico ou afetivo que envolve o proprietário e seu veículo.

Quem pode fazer seguro para carros antigos?

O seguro é indicado para proprietários que mantêm uma relação cuidadosa com o veículo, sejam condutores comuns, donos de clássicos ou colecionadores.

Muitas vezes, são pessoas que não usam o carro no dia a dia, deixam o veículo em local protegido e realizam manutenções preventivas com regularidade.

Embora seja mais comum entre pessoas físicas, pessoas jurídicas também podem contratar o seguro. É o caso de motoristas de aplicativo vinculados a empresas ou proprietários de caminhões antigos utilizados para trabalho.

É isso mesmo: apesar de não ser um carro de passeio, o caminhão também pode se enquadrar nesse tipo de seguro, desde que o perfil e a forma de uso sejam compatíveis com as regras de contratação definidas pela seguradora.

Esses cuidados transmitem menor risco e facilitam a liberação de um seguro que protege de verdade o carro antigo, respeitando o uso real do veículo.

Confira: Como funciona o seguro de veículos voltado para empresas?

Como funciona o seguro para carros antigos?

Primeiro, o dono do veículo precisa entrar em contato com uma companhia de seguros que opera com veículos antigos.

No caso de pessoas físicas, é só falar direto com a seguradora. Se você é uma empresa, a corretora de seguros é a melhor opção.

Em seguida, é necessário fornecer informações sobre o condutor, o histórico do veículo, os cuidados realizados e os dados do carro.

Em alguns casos, podem ser solicitadas fotos ou até uma vistoria especializada para confirmar o estado do veículo.

Depois disso, a seguradora, então, realiza uma avaliação personalizada.

Se o seguro for aprovado, o segurado recebe a apólice e o carro passa a estar protegido contra os riscos previstos no contrato.

Assim, em caso de sinistro coberto, o cálculo da indenização é feito de acordo com o valor real do veículo, com base na sua conservação, originalidade e características únicas.

Quais as coberturas do seguro para carros antigos?

As coberturas podem variar, mas o foco costuma ser a proteção o carro contra os riscos mais comuns dos quais o proprietário quer se proteger, como:

Roubo e furto

Até mesmo carros antigos podem ser alvos de roubos e furtos. Sendo assim, essa proteção é ideal para quem estaciona o veículo em locais públicos. Dependendo do sinistro e das regras da seguradora, é possível receber indenização no valor total do veículo.

Perda total

Em caso de acidente grave, incêndio ou outro evento que danifique o carro, essa cobertura garante a indenização, protegendo o valor investido tanto na compra quanto na restauração do veículo.

Danos a terceiros

Imprevistos podem acontecer até mesmo com carros que quase nunca saem da garagem. Para evitar os prejuízos, a cobertura de danos a terceiros protege o proprietário contra danos materiais ou corporais causados a outras pessoas em um acidente.

Assistências

Quanto mais antigo o veículo, maior a chance de sofrer imprevistos como pane elétrica, superaquecimento, falhas de motor ou bateria. Por isso, assistências como guincho, socorro mecânico e apoio em caso de pane são essenciais para quem não quer ficar desamparado.

O que o seguro para carros antigos não cobre?

Em geral, o seguro não cobre uso frequente como carro do dia a dia, uso do veículo em competições, corridas ou outras situações que não tenham sido informadas na apólice.

Além disso, o seguro para carros antigos também não cobre:

  • Mau uso ou negligência do proprietário;
  • Desgaste natural ou falhas mecânicas;
  • Riscos fora da apólice;
  • Danos a terceiros não cobertos;
  • Alterações não autorizadas ou não declaradas.

Ao contratar seu seguro, saiba exatamente o que ele cobre e fique atento aos riscos que não estão incluídos para evitar dor de cabeça, combinado?

Quais as vantagens de contratar o seguro para carros antigos?

Confira as 5 principais vantagens de contar com o seguro para carros antigos:

1 – Proteção do valor real do carro

A seguradora considera o estado de conservação, a originalidade e o investimento feito na restauração para que a indenização seja justa, e não baseada em tabelas tradicionais.

2 – Cobertura sob medida

Você escolhe as proteções que fazem sentido para o seu uso: roubo, furto, colisão e assistências, sem pagar por coberturas desnecessárias.

3 – Tranquilidade financeira

Se um evento coberto acontecer, basta acionar o seguro para receber o amparo financeiro e reaver os prejuízos, sem precisar colocar a mão no bolso.

4 – Apoio em imprevistos

Assistências como guincho, socorro mecânico e ajuda em caso de pane garantem que você circule com o veículo sem medo e preocupações.

5 – Reconhecimento do cuidado com o veículo

O seguro valoriza todo o cuidado, manutenção e restauração dedicados ao carro ao longo dos anos, protegendo o investimento feito no veículo.

Quem exige o seguro para carros antigos?

O seguro para carros antigos não é uma proteção obrigatória por lei. Ou seja, não costuma ser exigido por órgãos públicos, clubes nem feiras de exposição.

Mesmo não sendo obrigatório, esse produto é visado por proprietários de veículos antigos para proteger o patrimônio e prevenir perdas – tanto financeiras como emocionais.

E isso se mostra bastante vantajoso, afinal, o custo mensal ou anual de um seguro para carro antigo tende a ser muito menor do que os investimentos para a troca e reparos estéticos e mecânicos do veículo.

É mais cuidado e economia para o seu companheiro de quatro rodas!

Qual é o valor do seguro para carros antigos?

A definição do valor do seguro depende de fatores como:

  • Modelo e ano do veículo;
  • Estado de conservação;
  • Valor acordado na apólice;
  • Perfil do condutor;
  • Frequência de uso;
  • Local de guarda;
  • Histórico de sinistros;
  • Coberturas contratadas.

Mas calma: proteger um bem valioso nem sempre significa pagar caro.

Isso porque, como o veículo não é usado com a mesma frequência dos carros de passeio tradicionais – o que é o caso dos carros clássicos e de colecionadores –, o custo do prêmio tende a ser mais baixo. Para saber mais, consulte sua seguradora.

E por falar em seguradoras, agora surge outra dúvida:

Quais seguradoras fazem seguro para carros antigos?

Como já mencionamos ao longo deste post, nem todas as seguradoras trabalham com esse tipo de seguro. E às vezes, quando oferecem essa proteção, são pouco flexíveis.

Contudo, algumas companhias de seguro se destacam no mercado:

  • Suhai Seguradora: uma das opções mais completas para carros antigos, aceita veículos de qualquer idade, incluindo modelos clássicos e de coleção;

  • Azul Seguros: aceita veículos mais antigos (com 11 anos ou mais), com opções de coberturas básicas e adicionais;

  • Youse: oferece seguro para carros antigos com, no máximo, 15 anos.

Não perca: 5 dicas práticas para escolher a seguradora de carro ideal!

O que é necessário para cotar o seguro para carros antigos?

De forma geral, a cotação do seguro para carro antigo envolve:

  • Informações básicas do veículo;
  • Fotos atualizadas do carro, internas e externas;
  • Dados do proprietário ou condutor;
  • Detalhes sobre o uso do veículo.

Em alguns casos, a seguradora também pode exigir uma vistoria simples ou uma avaliação detalhada do veículo, no caso de modelos raros ou de maior valor.

Vale ressaltar que os dados e informações exigidos podem variar conforme a seguradora.

Como acionar o sinistro do seguro para carros antigos?

Se acontecer um evento coberto, como roubo, furto ou acidente envolvendo o veículo, o primeiro passo é avisar a seguradora o quanto antes.

Assim, você agiliza a abertura do processo e facilita os próximos passos.

Depois, se houver acidente, danos a terceiros ou à propriedade, registre um boletim de ocorrência para garantir respaldo legal e facilitar a análise do caso.

Além disso, siga todas as orientações da seguradora. É a própria companhia que indica os próximos passos, como acionar o guincho, levar o veículo para vistoria ou encaminhá-lo a uma oficina credenciada.

Com a documentação em mãos, a seguradora analisa o caso e dá sequência ao processo de sinistro, conforme a cobertura contratada.

Se o sinistro for comprovado, a seguradora tem até 30 (trinta) dias para pagar a indenização prevista na apólice, conforme determina a SUSEP.

Quais documentos são necessários para acionar o seguro para carros antigos?

Ao acionar o seguro para carros antigos, deixe os documentos a seguir no jeito. Assim, você agiliza a análise do sinistro e facilita a liberação da indenização:

  • CNH do condutor envolvido no evento;
  • CRLV do veículo, com os dados atualizados;
  • Boletim de ocorrência;
  • Fotos do veículo e dos danos;
  • Apólice do seguro ou número da apólice;
  • Orçamentos ou notas fiscais de reparo.

Vale destacar que a lista exata pode variar conforme o tipo de sinistro. Além disso, no caso de carros antigos, outras informações podem ser solicitadas pela seguradora para confirmar o estado do veículo e o valor acordado na apólice.

Como contratar o seguro para carros antigos?

Além de pessoas físicas, muitos carros antigos também pertencem a empresas.

É o caso de caminhões antigos usados no trabalho, veículos conduzidos por motoristas de aplicativo de uma empresa ou carros utilizados em ações de divulgação.

Aqui, a personalização faz toda a diferença ao desenhar a proteção.

Imagine, por exemplo:

  • um caminhão que circula apenas em trajetos curtos;
  • um carro de passeio que só roda sob demanda;
  • um veículo usado apenas ocasionalmente em eventos.

São tipos de usos e riscos bem diferentes, concorda?

Nesse caso, contar com  uma corretora especializada, como a Mutuus Seguros, ajuda a avaliar corretamente o uso do veículo antigo e encontrar uma proteção sob medida.

Não sabe por onde começar?

Você pode solicitar uma cotação diretamente em nosso site! 

Ou se preferir, fale com um de nossos consultores para tirar suas dúvidas e encontrar a melhor solução para o seu veículo.

FAQ sobre seguro para carros velhos

Entenda mais alguns detalhes sobre seguro para carros antigos:

Qual a idade máxima de um carro para fazer seguro?

Não existe uma idade máxima fixa. O que a seguradora realmente leva em conta é o estado de conservação, o tipo de uso e a possibilidade de avaliação do veículo.

Tem seguro para carros com mais de 20 anos?

Sim. Inclusive, muitos seguros para carros antigos são destinados justamente para veículos que já somam 20 anos ou mais de fabricação – desde que, vale reforçar, o veículo esteja bem cuidado e dentro do perfil exigido.

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