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Seguro riscos nucleares: como funciona e quais as vantagens em caso de danos patrimoniais e responsabilidade civil?

O Brasil opera usinas nucleares, centros de pesquisa e instalações médicas e industriais que utilizam materiais radioativos. Como você deve saber, tudo que envolve material nuclear requer cuidado, pois qualquer deslize pode representar dano de grande escala.

Isso inclui perdas patrimoniais graves e responsabilidades civis que nenhuma empresa conseguiria absorver com recursos próprios.

É para lidar com esses riscos que surgiu o seguro riscos nucleares: protege tanto os danos à própria instalação física quanto garante indenizações a terceiros.

No Brasil, sua contratação se tornou obrigatória por lei para operadores de instalações nucleares e é regulada como grande risco desde 2021.

O que é o seguro riscos nucleares?

O seguro riscos nucleares é um seguro de danos que cobre perdas por acidentes que envolvem materiais ou instalações nucleares. Isso vai desde a contaminação por radiação até a destruição do patrimônio e responsabilização civil perante terceiros.

Quem geralmente contrata essa proteção:

  • Operadores de usinas nucleares;
  • Centros de pesquisa;
  • Empresas de mineração de urânio;
  • Indústrias com uso de tecnologia nuclear.

No Brasil, o setor nuclear é regulado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O seguro, por sua vez, é regulado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

O que diz a Resolução CNSP 407/2021?

A Resolução CNSP 404/2021 estabelece os princípios e as regras gerais para seguros de danos classificados como grandes riscos. 

O seguro de riscos nucleares aparece listado entre os grandes riscos, ao lado de seguros aeronáuticos, marítimos, de petróleo e global de bancos.

A principal mudança da Resolução é a flexibilização, que permitiu que segurado e seguradora possam negociar coberturas, exclusões, franquias e condições contratuais. Isso permite maior personalização do seguro conforme o perfil e o porte da empresa.

Como funciona o seguro riscos nucleares?

Via de regra, a contratação deve ser feita sempre por meio de corretora especializada em empresas e grandes riscos. A corretora avalia o perfil da instalação, repassa as informações às seguradoras habilitadas e garante o andamento da proposta.

A verdade é que não existe um “produto de prateleira” para riscos nucleares. Sendo assim, as condições da apólice, assim como as coberturas, são negociadas caso a caso.

Para avaliar o risco, a seguradora exige informações como tipo de instalação, materiais nucleares envolvidos, medidas de segurança adotadas e histórico de incidentes.

Caso o risco seja aceito pela companhia de seguros e ocorra um acidente, ela cobre as perdas patrimoniais da instalação e paga as indenizações devidas a terceiros. Tudo, é claro, conforme o tipo de cobertura contratada: danos patrimoniais e responsabilidade civil.

E por falar em coberturas, este é o assunto do próprio tópico.

Quais as coberturas do seguro riscos nucleares?

Basicamente, existem dois tipos de seguros principais contra riscos nucleares:

Danos patrimonais

Cobre perdas físicas nas instalações por acidente nuclear, incluindo danos a equipamentos, estruturas, sistemas de contenção e áreas contaminadas. Dependendo das coberturas incluídas, garante também os custos de remoção de resíduos radioativos gerados pelo acidente, assim como a perda de faturamento durante a interrupção das atividades.

Leia também: Seguro patrimonial: o que cobre, quais os tipos e quem deve fazer?

Responsabilidade civil

Cobre as indenizações por danos nucleares causados a terceiros, independentemente de culpa, conforme determina a Lei 6.453/1977. Inclui danos corporais, como exposição, contaminação e morte, danos materiais a terceiros e danos ambientais. Além disso, também pode abranger os custos de defesa decorrentes de reclamações e ações judiciais.

Confira: Responsabilidade civil: tudo que você precisa saber sobre o tema.

O que o seguro riscos nucleares não cobre?

Alguns eventos não são cobertos pelo seguro riscos nucleares, como:

  • Guerras, insurreições ou catástrofes naturais excepcionais;
  • Danos causados de propósito ou sabotagem pelo próprio operador;
  • Material nuclear que não foi declarado na proposta;
  • Responsabilidades assumidas em contrato além do que a lei exige;
  • Acordos fechados sem o aval da seguradora;
  • Multas e penalidades de órgãos reguladores;
  • Manutenção preventiva ou modernização sem relação com o sinistro;
  • Outras exclusões previstas em cada apólice.

Por que contratar o seguro riscos nucleares: 4 vantagens

Além de cumprir a exigência legal, o seguro de riscos nucleares garante proteção financeira e mais tranquilidade para quem opera instalações nucleares.

1 – Cumpre a lei sem pesar no caixa

Conforme vimos, a Lei 6.453/1977 exige que o operador tenha uma garantia financeira para cobrir sua responsabilidade por danos nucleares. O seguro é a opção mais atrativa, já que evita travar capital próprio como garantia, deixando o dinheiro livre para a operação.

2 – Proteção à altura do risco

Um único acidente radioativo pode gerar indenizações que ultrapassam as reservas de qualquer empresa. Ao transferir esse risco para a seguradora, o operador evita que um evento extremo comprometa a saúde financeira do negócio.

3 – Apólice sob medida

Como o seguro é personalizado, você evita pagar por coberturas desnecessárias e garante proteção para os riscos reais da operação.

4 – Suporte especializado do início ao fim do sinistro

Em caso de acidente, a seguradora aciona peritos especializados em riscos nucleares para avaliar os danos. Além disso, a apólice pode cobrir os custos de defesa contra reclamações de terceiros, o que tira um grande peso das costas do operador.

Qual o valor do seguro riscos nucleares?

É muito comum que contratos do tipo sejam personalizados, logo, não há tabela de preços. Em um setor complexo como o de riscos nucleares, o prêmio de seguro é calculado a partir de uma série de fatores, como o porte da instalação nuclear, os materiais envolvidos, as medidas de segurança adotadas e os limites de cobertura.

O seguro riscos nucleares é obrigatório?

Sim. O Art. 13 da Lei 6.453/1977 exige que o operador da instalação nuclear mantenha ativo um seguro ou outra garantia financeira que cubra sua responsabilidade por danos nucleares. O CNEN é a autoridade oficial que define a natureza e o valor da garantia. Se o operador não cumprir a lei, pode perder a autorização de operar com materiais nucleares.

O que é necessário para cotar o seguro riscos nucleares?

Isso varia muito de acordo com a seguradora e características do operador de materiais nucleares. Mas, em geral, inclui informações como:

  • Material nuclear envolvido e quantidade;
  • Localização da instalação;
  • Medidas de segurança e plano de emergência;
  • Histórico de incidentes;
  • Tipo de instalação (usina, reator de pesquisa, unidade do ciclo do combustível);
  • Licenças da CNEN;
  • Limites de cobertura desejados.

Como acionar o seguro riscos nucleares em caso de sinistro?

Comunique à seguradora ou corretora imediatamente após o evento e evite tomar quaisquer medidas que mudem o cenário do incidente sem autorização prévia da seguradora. Além disso, cumpra com a regulação e acione o plano de emergência junto às autoridades competentes (CNEN, defesa civil e órgãos ambientais).

No processo de sinistro, é preciso encaminhar toda a documentação à seguradora, colaborar em cada etapa e acompanhar o processo de regulação do sinistro com os peritos designados para a função.

Quais os documentos necessários para acionar o seguro riscos nucleares?

Depende do contrato e das exigências da seguradora. Aqui vão os itens básicos:

  • Número da apólice;
  • Relatório técnico do acidente;
  • Laudos da CNEN ou de outros órgãos fiscalizadores;
  • Levantamento dos danos materiais e pessoais;
  • Notificações, reclamações ou ações de terceiros;
  • Registro das medidas de emergência adotadas;
  • Entre outros.

Como contratar o seguro riscos nucleares?

Tudo começa pela análise técnica da instalação: 

  • Tipo de operação, 
  • Material nuclear envolvido;
  • Localização;
  • Medidas de segurança;
  • Licenças da CNEN;
  • Histórico de incidentes;
  • Entre outros.

Como vimos, instalações nucleares envolvem riscos de grande impacto, com potencial de danos ao patrimônio, às pessoas e ao meio ambiente.

Por isso, esse seguro não é contratado de forma direta: cada apólice é negociada sob medida com as seguradoras habilitadas.

Na Mutuus, temos estrutura para intermediar esse tipo de contratação, conectando sua empresa às seguradoras que assumem riscos nucleares no Brasil.

E o melhor de tudo: você conta com um time de especialistas, do começo ao fim.

Entre em contato e solicite uma avaliação para o seu seguro de riscos nucleares.

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