Para que serve o seguro proteção de dados?
Apenas no Brasil, já existem cerca de 270 milhões de celulares circulando entre a população.
É o que traz a pesquisa da FGV e isso é reflexo do quanto as pessoas estão cada vez mais conectadas e usando as redes para fazer tudo: compras, pagar contas, enviar e-mails e trabalhar.
Você consegue imaginar o quanto um seguro proteção de dados pode ser primordial?
O fato é que não são apenas as pessoas físicas com suas atividades rotineiras e de lazer. Empresas também compartilham seus dados bancários, financeiros, de clientes, de projetos e tudo que gira em torno dos negócios. Tudo está conectado em rede.
Ao mesmo tempo que essa conexão em larga escala traz praticidade e rapidez para qualquer atividade do dia a dia, ela também traz consigo um problema: a fragilidade dos sistemas, que são suscetíveis a ataques virtuais.
A pandemia e a impossibilidade de sair de casa significou um impulso gigantesco no uso da internet, que se intensificou mais do que nunca. Um cenário ideal para crimes cibernéticos.
Nesse sentido, o Brasil registrou 314 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos em 2025, conforme levantamento da Fortinet Cybersecurity Summit Brasil 2025.
O ponto que queremos deixar claro aqui é que a proteção dos dados digitais, tanto de pessoas físicas como de pessoas jurídicas, é fundamental. Afinal de contas, para uma empresa, uma invasão virtual pode significar sérios problemas.
Uma das melhores formas de se proteger contra as consequências disso é a contratação de um seguro proteção de dados, que, como será detalhado ao longo deste artigo, trata-se do mesmo seguro cyber ou seguro cibernético.
Antes de falarmos melhor sobre esse produto de seguro, vamos esclarecer apenas…
O que é proteção contra vazamento de dados?
A proteção contra vazamento de dados é o conjunto de medidas (e a gente está falando aqui de medidas preventivas e financeiras) que existe para reduzir os impactos quando informações sensíveis acabam sendo:
- Expostas;
- Acessadas;
- Usadas sem autorização.
Na prática, isso envolve dois lados.
O primeiro é a prevenção, com controles de segurança, políticas internas e tecnologia para dificultar falhas e invasões.
O segundo é a resposta ao problema caso o vazamento aconteça: investigação do incidente, comunicação aos afetados, apoio jurídico, recuperação de dados e cobertura dos prejuízos financeiros envolvidos.
E é nesse ponto que entra o seguro proteção de dados, visto que ele atua justamente como resposta a um problema relativo a ataque cibernético. Explicamos melhor a seguir.
O que é seguro proteção de dados?
O seguro proteção de dados é um tipo de seguro criado para amparar empresas diante dos prejuízos causados por incidentes digitais.
Quais incidentes?
Vazamento de informações, ataques hackers, falhas de sistema e até erros internos no tratamento de dados.
Ah, e como citamos rapidamente no começo deste artigo, esse seguro também recebe outros nomes (bem mais comuns, inclusive): seguro cyber, seguro cibernético e seguro contra ataques cibernéticos.
Na prática, quando algo dá errado no ambiente digital, em vez de a empresa arcar sozinha com todos os custos de um incidente, o seguro ajuda a cobrir despesas como investigação do ataque, recuperação de dados, apoio jurídico, comunicação com clientes e possíveis indenizações a terceiros.
Você vai perceber (especialmente quando falarmos das coberturas) que a proteção pode ser bem ampla ou mais enxuta.
O que vai definir isso é a empresa, que pode contratar mais coberturas ou menos.
Qual o custo de uma violação de dados?
Uma violação de dados hoje tem um impacto financeiro pesado e os números no Brasil deixam isso bem claro.
Em 2025, por exemplo, o custo médio de um vazamento de dados no país chegou a R$ 7,19 milhões, segundo o relatório Cost of a Data Breach, da IBM.
Isso representa um aumento relevante em relação ao ano anterior e coloca o Brasil na contramão da média global, que apresentou queda nos custos.
Esse valor não surge do nada. Ele é formado por uma soma de fatores: investigação do incidente, contenção do ataque, recuperação de sistemas, comunicação com clientes, despesas jurídicas, possíveis multas e, claro, perdas operacionais e de reputação.
Quanto mais tempo o ataque passa despercebido, maior tende a ser o prejuízo (e no Brasil, os invasores permanecem em média 276 dias dentro dos sistemas antes de serem identificados).
Nesse sentido, vale dizer que alguns setores sofrem ainda mais. A área da saúde lidera os prejuízos, com custo médio superior a R$ 11 milhões por incidente, seguida por finanças e serviços.
Isso acontece porque esses segmentos lidam com dados extremamente sensíveis e estruturas mais complexas, o que dificulta a detecção rápida.
O relatório que a gente citou acima também mostra uma mudança no perfil das ameaças: o phishing passou a ser o principal vetor de ataque, enquanto falhas em fornecedores e na cadeia de suprimentos aparecem logo em seguida.
Quais são as principais causas de vazamento de dados?
Os vazamentos de dados costumam acontecer por uma combinação de falhas técnicas, comportamentais e estruturais.
“Então… raramente existe um único motivo isolado?” Isso mesmo, raramente existe.
De qualquer forma, entre as principais causas, o phishing é uma das mais comuns, quando criminosos enganam funcionários com e-mails, mensagens ou links falsos para roubar senhas e acessar sistemas internos.
Outra causa frequente são falhas de segurança em sistemas e redes, como softwares desatualizados, configurações mal feitas ou vulnerabilidades conhecidas que não foram corrigidas a tempo (esses pontos abertos facilitam invasões sem que a empresa perceba).
Também há os vazamentos ligados a erros internos, como envio de informações para o destinatário errado, uso inadequado de dados por colaboradores ou ausência de políticas claras de acesso e controle.
A gente também não pode esquecer que existem os ataques maliciosos diretos, como ransomware, malware e invasões planejadas, que buscam roubar, sequestrar ou expor informações sensíveis.
Seja qual for o cenário, em todos eles o impacto vai além do vazamento em si, atingindo a operação, a reputação e o financeiro da empresa.
Por que contratar um seguro proteção de dados?

O seguro proteção de dados é um serviço que pode ser contratado por, praticamente, qualquer setor. Por exemplo:
- Comércio em geral;
- Empresas de engenharia ou de arquitetura;
- Hotéis e restaurantes;
- Escritórios de advocacia e de contabilidade;
- Farmácias e clínicas;
- Instituições de ensino.
A pandemia pode ter intensificado o uso das redes para o trabalho e para o lazer, e mesmo obrigando muita gente a se voltar para a tecnologia, por falta de opção.
Mas a verdade é que a evolução tecnológica já vem mudando, há muito tempo, nossa maneira de viver e de trabalhar.
A praticidade que isso nos trouxe é inegável: tudo pode ser feito com um clique, de qualquer lugar do mundo.
Porém, tudo tem seus contras.
O uso da tecnologia abriu portas para crimes virtuais e, por isso, o cuidado com as informações se torna essencial. Ao passo em que a tecnologia e a segurança evoluem, novos métodos de ataques virtuais também surgem.
Para proteger as pessoas contra esse tipo de crime, as leis de proteção de dados e de privacidade ficam mais rígidas com o passar do tempo.
As empresas precisam se proteger de duas formas: dos ataques virtuais propriamente ditos, que podem causar rombos financeiros, e dos processos que o vazamento de dados de terceiros podem causar. O que também resulta em perdas financeiras com indenizações.
O seguro proteção de dados é o que qualquer empresa precisa para se manter protegida contra tudo isso.
Como funciona o seguro proteção de dados?
Ao contratar um seguro proteção de dados, a empresa fica protegida de todos os casos cobertos pela apólice.
Em linhas gerais, o seguro proteção de dados garante à empresa cobertura em casos de perda ou vazamento de dados.
Um exemplo prático?
Imagine que uma empresa tenha seu sistema invadido e dados de clientes vazem. Problemático, não? E isso infelizmente acontece.
Além do impacto operacional, essa empresa vai precisar contratar especialistas em segurança, advogados e comunicar o ocorrido conforme a LGPD.
Agora, considerando que essa empresa tenha feito o seguro proteção de dados, ele vai ajudar a pagar essas despesas, oferecer suporte especializado e reduzir o prejuízo financeiro.
A empresa, mesmo diante de todo esse problema, vai conseguir focar na retomada das atividades.
E um detalhe que não pode ficar de fora é: leia com atenção a proposta de seguro e verifique se todas as coberturas necessárias para cada caso estão incluídas na apólice.
O que é LGPD no seguro proteção de dados?
A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) é uma regulamentação em vigor desde 2018. A lei define limites e condições de coleta, guarda e tratamento de dados pessoais que as empresas produzem sobre seus clientes ou usuários.
Como deixa claro seu art. 1, ela “dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural”.
O seguro proteção de dados, que é um serviço tão recente quanto a LGPD, costuma ser adaptado ao que a lei exige das empresas em termos de proteção às informações que ela produz.
Ter o seguro proteção de dados não permite que essas empresas não cumpram com o que está descrito na lei. Mas, em caso de vazamento, o seguro garante a cobertura e pode cobrir, inclusive, multas que a empresa possa receber.
O que a LGPD proíbe?
A LGPD não proíbe o uso de dados pessoais em si. Como acabamos de citar, ela “dispõe sobre o tratamento de dados pessoais”.
O que acontece, porém, é que ela impõe limites claros sobre como, por que e em quais condições esses dados podem ser tratados.
Na prática, a lei veta condutas que coloquem em risco a privacidade, a segurança e os direitos dos titulares das informações.
Um dos principais pontos é a proibição do tratamento de dados sem base legal: nenhuma empresa pode coletar, armazenar ou compartilhar dados pessoais sem uma justificativa prevista em lei, como consentimento do titular, obrigação legal, execução de contrato ou outra hipótese autorizada.
Também não é permitido repassar dados a terceiros sem autorização ou sem uma finalidade legítima e informada.
A LGPD também proíbe o desvio de finalidade: dados só podem ser usados para os objetivos informados no momento da coleta (utilizar essas informações para finalidades diferentes, ou coletar mais dados do que o necessário, fere diretamente a lei).
Quais são as consequências de um ataque cibernético?
Quando a gente olha para o aspecto financeiro, os prejuízos de um ataque cibernético costumam ser imediatos.
Entram na conta os custos para investigar o incidente, restaurar sistemas, recuperar dados, contratar especialistas, além de possíveis indenizações e multas regulatórias.
“E em casos mais graves?”
Aí o cenário todo fica mais problemático. Estamos falando da paralisação das operações que, consequentemente, gera perda direta de faturamento e quebra de contratos.
Mas essa não é a pior parte porque também há impactos jurídicos e regulatórios.
Quando dados pessoais são expostos, a empresa certamente vai enfrentar processos judiciais, ações de clientes e sanções previstas na LGPD.
A obrigação de notificar titulares e autoridades amplia ainda mais o desgaste e os custos envolvidos.
Outro efeito importante é o dano à reputação: a perda de confiança de clientes, parceiros e do mercado pode ser difícil de reverter, mesmo após a resolução do problema técnico.
A propósito, muitas empresas sentem esse impacto por meses ou até anos, com queda na base de clientes e dificuldade para fechar novos negócios.
Quais as coberturas do seguro proteção de dados?

De forma resumida, o seguro vai proteger a empresa contra ataques virtuais e roubo de dados, que podem causar perdas financeiras com o acesso aos sistemas bancários.
Também pode causar extorsão por parte dos criminosos, por exemplo, que exigem uma recompensa financeira para devolver os dados roubados.
As coberturas incluem:
- Responsabilidade por vazamento de dados pessoais e empresariais;
- Responsabilidade por falhas na segurança da informação;
- Custos de investigação do incidente (perícia técnica);
- Multas e sanções administrativas, inclusive relacionadas à LGPD;
- Recuperação e restauração de dados eletrônicos;
- Gestão de crise e recomposição de imagem da empresa;
- Notificação de incidentes e monitoramento de riscos;
- Custos jurídicos e de defesa em ações judiciais;
- Responsabilidade por falhas de fornecedores e terceiros com acesso a dados;
- Extorsão digital e pedidos de resgate por dados;
- Perda de receita por paralisação de sistemas;
- Riscos ligados a conteúdo digital e direitos autorais;
- Proteção para trabalho remoto e uso de redes domésticas;
- Substituição de equipamentos físicos danificados por ataques;
- Fraudes e invasões em sistemas telefônicos;
- Responsabilidade por publicações online;
- Multas e processos ligados a normas internacionais de proteção de dados (como GDPR);
- Cobertura para perda de faturamento e custos extras operacionais;
- Penalidades e defesa por descumprimento de padrões de segurança de cartões (PCI-DSS).
O que o seguro proteção de dados não cobre?
O seguro proteção de dados é muito eficiente para reduzir prejuízos causados por incidentes digitais? Com certeza é, no entanto…
Ele não funciona como uma proteção ilimitada: toda apólice possui regras claras sobre o que está ou não incluído, por isso, conhecer essas restrições ajuda a empresa a tomar decisões mais conscientes e a não ser pega de surpresa em um momento crítico.
Dito isso, em geral, não há cobertura para situações provocadas de forma intencional, fraudes internas, práticas comerciais irregulares ou disputas que não tenham relação direta com segurança da informação.
Também ficam excluídos danos físicos, perdas financeiras diretas, problemas estruturais de energia ou telecomunicações, eventos ocorridos antes da vigência do contrato.
Os riscos ligados à falência, conflitos armados, ações trabalhistas e processos judiciais em alguns países específicos também ficam de fora da cobertura.
Quais as vantagens do seguro proteção de dados?
As vantagens do seguro proteção de dados não se resumem a “pagar um prejuízo”.
Partindo disso, uma das principais vantagens é a redução do impacto financeiro em caso de ataque cibernético ou vazamento de informações.
Afinal de contas, o seguro ajuda a cobrir despesas com investigação técnica, recuperação de dados, restauração de sistemas, honorários jurídicos e possíveis indenizações a terceiros.
Em outras palavras, é financeiramente bastante vantajoso. Certo?
Outro ponto importante é o suporte especializado no momento da crise: muitas apólices oferecem acesso a profissionais experientes em segurança da informação, resposta a incidentes, comunicação de crise e assessoria jurídica, o que agiliza decisões e evita erros que podem agravar a situação.
Há ainda a vantagem da proteção da reputação (sobre a qual falamos há pouco) e da continuidade do negócio.
Com apoio financeiro e operacional, a empresa consegue retomar suas atividades mais rapidamente, minimizando interrupções e preservando a confiança de clientes e parceiros.
Quem exige o seguro proteção de dados?
O seguro proteção de dados não é, hoje, uma exigência legal obrigatória no Brasil. Ou seja, nenhuma lei determina que as empresas sejam obrigadas a contratar esse seguro.
Ainda assim, ele vem sendo cada vez mais exigido na prática por diferentes atores do mercado.
Nesse sentido, um dos principais “exigentes” são os clientes e parceiros comerciais.
Isso se dá porque em contratos que envolvem tratamento de dados pessoais, acesso a sistemas ou informações sensíveis, é comum que grandes empresas solicitem garantias de que o fornecedor consegue lidar com incidentes cibernéticos e o seguro aparece como uma forma concreta de demonstrar isso.
Outro ponto de pressão vem da LGPD. Embora a lei não obrigue a contratação do seguro, ela responsabiliza a empresa por danos causados por falhas na proteção de dados.
Logo, diante desse risco financeiro e jurídico, muitas organizações adotam o seguro como parte da sua estratégia de conformidade e gestão de riscos.
O seguro também pode ser exigido por investidores? Sim, especialmente em empresas de tecnologia, saúde, finanças e serviços.
Qual o valor do seguro proteção de dados?
O valor do seguro proteção de dados não é fixo.
Como você deve imaginar, o motivo disso é porque esse valor depende obrigatoriamente do perfil da empresa e do tipo de proteção escolhida.
E qual a lógica por trás disso?
Quanto mais completa for a apólice, incluindo coberturas adicionais além da básica, maior tende a ser o custo.
Fora isso, a seguradora também analisa o nível de risco do negócio e o limite de indenização desejado… e tudo isso influencia diretamente no preço final.
Aqui na Mutuus, por exemplo, nós frequentemente atendemos clientes em busca desse tipo de proteção e, por isso, sabemos que o valor muda bastante.
Só para deixar a noção de custo do seguro proteção de dados ainda mais clara a você, vamos considerar um caso recente aqui na Mutuus.
Um dos nossos clientes, uma empresa de tecnologia, contratou um seguro cyber com limite de R$ 1 milhão.
Em termos de proteção, a empresa contratou a cobertura básica e mais algumas adicionais, como interrupção das atividades, remediação, multas, extorsão cibernética e responsabilidade de mídia.
Foi um seguro personalizado para ficar bem completo para essa empresa.
Ao final, o prêmio total (o valor do seguro) ficou em R$ 11.999,89, que, na ocasião, foi parcelado em seis vezes.
Esse exemplo serve só como referência, afinal, como a gente começou dizendo neste tópico, os valores variam conforme cada empresa.
Quer saber o custo do seguro proteção de dados para seu caso? Faça uma cotação aqui.
Quais seguradoras fazem seguro proteção de dados?
Várias seguradoras comercializam o seguro proteção de dados no Brasil. As principais são:
- AIG Seguros;
- Zurich Seguros;
- Tokio Marine;
- Allianz Seguros;
- Akad Seguros;
- AXA Seguros;
- Chubb Seguros;
O que é necessário para cotar seguro proteção de dados?
Para cotar um seguro proteção de dados, a seguradora precisa entender como a empresa lida com informações e quais riscos digitais ela está exposta.
Nesse sentido, o primeiro passo é o preenchimento de um questionário de risco cibernético. Nele, você informa dados básicos da sua empresa, como faturamento, setor de atuação, quantidade de colaboradores e volume de dados pessoais tratados.
Também são avaliadas as práticas de segurança da informação: aqui, a seguradora costuma perguntar se a empresa utiliza antivírus e firewall, controle de acesso, backups, políticas internas de segurança, treinamentos para colaboradores e medidas de proteção contra phishing e ataques externos.
Outro ponto importante é entender como os dados são armazenados e processados: se ficam em servidores próprios ou em nuvem, se há uso de fornecedores terceirizados, integrações com sistemas externos e compartilhamento de informações com parceiros.
Em alguns casos, pode ser solicitada uma avaliação mais detalhada, como relatórios de segurança, histórico de incidentes ou até uma auditoria técnica simplificada.
Com base nessas informações, a seguradora consegue definir limites de cobertura, franquias e valor do prêmio.
Aliás, vale ressaltar aqui que, quanto mais organizada e madura a empresa for em segurança digital, mais fácil tende a ser a cotação e melhores costumam ser as condições oferecidas.
Como acionar seguro proteção de dados em caso de sinistro?
Para acionar o seguro proteção de dados em caso de sinistro, alguns cuidados são muito importantes para não perder o direito à cobertura.
O primeiro passo é comunicar a seguradora por escrito o quanto antes, afinal, a data considerada válida é aquela em que a seguradora confirma o recebimento.
“E se a comunicação atrasar?”
Isso certamente vai impedir a apuração correta do ocorrido e a empresa pode perder o direito à indenização.
Ah, e a empresa pode fazer a notificação mesmo antes de existir uma reclamação formal, desde que perceba uma situação que possa gerar problemas futuros. Tenha isso em mente.
Essa notificação deve explicar o que aconteceu, quando ocorreu, quem esteve envolvido e por que aquilo pode virar uma reclamação de terceiros.
Inclusive, fazer isso ainda dentro da vigência da apólice garante que eventuais processos lá no futuro fiquem protegidos pelas mesmas condições do seguro contratado.
Agora voltando ao aviso de sinistro/notificação…
É preciso informar, no mínimo, onde e quando ocorreu o incidente, uma descrição resumida do que aconteceu e quais foram os danos ou riscos gerados.
Sempre que possível, também devem ser incluídos dados das pessoas afetadas e eventuais testemunhas.
Para que a seguradora avalie se há cobertura, será necessário enviar documentos básicos. Vamos já detalhar melhor quais.
Outro detalhe é que se houver reclamação formal de terceiros, como notificações extrajudiciais ou processos judiciais, a empresa deve encaminhar cópias completas desses documentos, além de informar o andamento do caso, valores envolvidos e possíveis riscos financeiros.
Na fase final, para o pagamento da indenização, a seguradora também vai solicitar documentos administrativos e financeiros, como notas fiscais e comprovantes de pagamento das despesas relacionadas ao sinistro.
Quais os documentos necessários no sinistro do seguro proteção de dados?
Como falamos, o processo de sinistro envolve obrigatoriamente o envio de documentos. Isso acontece em todo tipo de seguro.
Um jeito mais preciso de saber quais documentos você tem de enviar é conferindo sua apólice de seguro.
Para a lista de documentos a seguir, nós nos baseamos nas condições gerais do seguro cyber da AIG, uma das melhores seguradoras que vendem esse produto no Brasil:
- Relatórios técnicos ou laudos de segurança da informação;
- Evidências do vazamento, ataque ou falha de segurança;
- Registros de logs, relatórios de TI ou de empresas especializadas;
- Notificações ou comunicações feitas à ANPD, quando aplicável;
- Comunicações enviadas aos titulares dos dados afetados, se houver;
- Reclamações extrajudiciais recebidas de terceiros;
- Cópias de ações judiciais, intimações ou citações, se existirem;
- Orçamentos, contratos e propostas de serviços de remediação;
- Notas fiscais e comprovantes de despesas relacionadas ao incidente;
- Informações sobre a existência de outros seguros para o mesmo risco;
- Documentos cadastrais da empresa segurada;
- Formulários exigidos pela seguradora devidamente preenchidos;
- Dados bancários para pagamento de eventual indenização.
Como contratar seguro proteção de dados?
O roubo de dados virtuais é uma realidade que não vai deixar de existir. Ao passo em que evoluímos tecnologicamente, levando dados, informações, lazer e trabalho para o meio digital, os crimes virtuais também tendem a crescer e evoluir.
Existem uma série de medidas de segurança que podem ajudar você e sua empresa a evitar ou reduzir os ataques virtuais. Mas as formas dos ataques são cada vez mais bem elaboradas. Não é difícil se tornar uma vítima.
Por isso, a contratação de um seguro proteção de dados deve se tornar parte do pacote básico de qualquer empresa.
Para contratar o seguro proteção de dados, é muito simples. Entre em contato com uma corretora de seguros e peça um orçamento.
Lembre-se de levar em consideração todos os riscos a que sua empresa está suscetível, e contrate um seguro que cubra todas as suas necessidades.
Na Mutuus Seguros, o atendimento é 100% online, seguro e protegido. Você pode preencher o formulário agora mesmo e falar com um especialista para ter cotações das melhores seguradoras do país.
Dúvidas frequentes sobre o seguro proteção de dados
Confira mais alguns esclarecimentos sobre o seguro proteção de dados:
O que faz um seguro para empresa de processamento de dados?
O seguro para empresa de processamento de dados protege o negócio contra prejuízos financeiros, operacionais e jurídicos causados por falhas de segurança, vazamento de informações, ataques cibernéticos ou interrupções nos sistemas.
Além disso, esse seguro cobre despesas com resposta a incidentes, investigações técnicas, notificações exigidas pela LGPD, defesa jurídica e possíveis indenizações.
É uma proteção muito importante para empresas que lidam com grandes volumes de dados ou operam sistemas críticos.
Qual o seguro para sistema invadido?
O seguro indicado para sistema invadido é o seguro proteção de dados (seguro cyber).
Ele é projetado para amparar empresas que sofreram acessos não autorizados, invasões, sequestro de dados (ransomware) ou exploração de vulnerabilidades.
Essa proteção cobre custos como contenção do ataque, recuperação de sistemas, contratação de especialistas em segurança, além de prejuízos financeiros e responsabilidades legais decorrentes do incidente.
O que é um seguro para redes?
Um seguro para redes é uma modalidade de proteção voltada à segurança da infraestrutura digital da empresa, incluindo redes internas, servidores, sistemas em nuvem e conexões com terceiros.
Na prática, ele cobre danos causados por invasões, interrupções de serviço, vazamento de dados e até falhas humanas, ajudando a empresa a se recuperar rapidamente e reduzir impactos financeiros e reputacionais.
O que é um seguro para TI?
O seguro para TI é uma proteção voltada aos riscos tecnológicos enfrentados pelas empresas, como falhas de sistemas, ataques cibernéticos, vazamento de dados e indisponibilidade de serviços digitais.
Ele cobre desde custos técnicos de recuperação até responsabilidades legais e indenizações a terceiros, sendo bastante relevante para empresas altamente dependentes de tecnologia.
O que são serviços de proteção de dados?
Os serviços de proteção de dados englobam medidas técnicas e administrativas para prevenir, detectar e responder a incidentes de segurança da informação.
Em outras palavras, a gente está falando de monitoramento, criptografia, backups, resposta a incidentes e governança de dados.
Quando combinados com o seguro proteção de dados, tema deste artigo, esses serviços formam uma estratégia completa de gestão de risco.
Seguro proteção de dados e responsabilidade cibernética: como funciona?
O seguro proteção de dados e responsabilidade cibernética funciona cobrindo tanto os prejuízos diretos da empresa quanto os danos causados a terceiros em decorrência de um incidente digital.
Como explicado ao longo de todo este artigo, essa proteção inclui vazamentos, ataques, falhas de segurança e descumprimento da LGPD.
Ele é acionado quando ocorre um evento coberto pela apólice, oferecendo suporte financeiro, jurídico e técnico.
O que é um seguro de dados?
O seguro de dados (cujo termo mais correto é seguro proteção de dados) é uma proteção voltada especificamente aos riscos relacionados à perda, vazamento, uso indevido ou comprometimento de informações digitais.
Esse tipo de seguro cobre custos de investigação, resposta ao incidente, notificações legais, defesa jurídica e possíveis indenizações, sendo fundamental em um cenário de aumento constante de ataques cibernéticos.
O que é seguro proteção digital?
A expressão “seguro proteção digital” pode se referir a dois tipos diferentes de proteção.
Em alguns casos, ele está ligado a seguros bancários, que cobrem transações digitais feitas de forma indevida, como PIX, boletos e recargas feitas após golpes, fraudes ou situações de coação pelo aplicativo do banco (é o caso de um seguro vendido pelo Bradesco Seguros).
Por outro lado, o termo também é usado como outra forma de chamar o seguro proteção de dados, conhecido no mercado como seguro cibernético (seguro cyber).
Nesse caso, a proteção é voltada principalmente para empresas, cobrindo riscos como vazamento de dados, ataques hackers, invasão de sistemas, sequestro de informações (ransomware) e responsabilidades legais decorrentes desses incidentes.

Ficou com alguma dúvida?