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Seguro terrorismo: como funciona essa proteção no Brasil, quais coberturas oferece e quem realmente precisa contratar?

Cenários extremos, apesar de raros, podem colocar o patrimônio de uma empresa em risco e gerar prejuízos difíceis de absorver. É aí que entra o seguro terrorismo.

Para resumir, essa proteção cobre eventos como incêndio, danos estruturais, perda de faturamento devido a paralisações por atos terroristas, entre outros incidentes.

Dados recentes indicaram um aumento considerável de violência política e atos extremos no Brasil nos anos de 2024 e 2025. A campanha eleitoral de 2024, por exemplo, foi a recordista em violência política, assassinatos e atentados.

Infelizmente, situações como essas estão a um passo do terrorismo por motivação política.

Com isso, a dúvida é natural: o que exatamente o seguro terrorismo cobre, quem precisa contratar e quando vale a pena considerar essa proteção?

Neste post, vamos descomplicar tudo isso.

O que é o seguro terrorismo?

O seguro terrorismo é uma cobertura que protege empresas e patrimônios contra perdas financeiras e danos materiais causados por atos terroristas. 

Mas como podemos classificar atos de terrorismo?

De forma geral, são ações violentas com motivação ideológica, política, religiosa ou extremista, realizadas para causar impacto, medo coletivo ou instabilidade.

Dessa maneira, esse seguro é ideal quando um evento desse tipo acontece e causa danos materiais, prejuízos financeiros ou interrompe o funcionamento da operação. 

A ideia não é substituir seguros como o empresarial ou patrimonial, mas oferecer uma camada adicional de proteção para riscos que ficam fora das coberturas tradicionais.

Aliás, aqui vale destacar um ponto importante: em muitos seguros tradicionais, atos terroristas são, inclusive, excluídos do contrato. 

Isso reforça ainda mais a necessidade de contratar uma cobertura específica. Caso contrário, o prejuízo pode ficar totalmente por conta do segurado.

Quais são os riscos do terrorismo?

Atos de terrorismo, motivados por diferentes razões, oferecem riscos com consequências graves, que incluem:

  • danos à propriedade;
  • perda de renda,;
  • lesões corporais;
  • perda de atração;
  • perda de reputação,;
  • perda de pessoas-chave;
  • entre outros.

Em geral, riscos ligados ao terrorismo ficam fora dos seguros tradicionais porque são difíceis de prever, podem causar prejuízos muito altos de uma só vez e não são simples de calcular ou precificar.

Por isso, esses eventos podem comprometer o equilíbrio financeiro das seguradoras, que costumam optar por não incluir essa cobertura nos produtos convencionais.

Mas, quando disponível, o seguro terrorismo preenche essa lacuna e oferece uma camada extra de proteção para empresas e organizações expostas a esse tipo de risco.

Com isso, surge outra dúvida importante:

Quem deve fazer seguro contra terrorismo?

Como o Brasil não possui um histórico recorrente de atentados, essa pergunta é muito comum: para quem essa proteção é destinada?

Via de regra, o seguro contra terrorismo é recomendado para locais em grandes centros urbanos, com grande circulação de pessoas, ou considerados estratégicos.

Mas não para por aí: também é ideal para indústrias consideradas críticas ou estratégicas.

Alguns exemplos são:

  • Aeroportos e terminais de transporte;
  • Portos, terminais portuários e zonas alfandegárias;
  • Centros financeiros, prédios corporativos e empresariais;
  • Embaixadas, prédios governamentais e instalações públicas;
  • Indústrias químicas, farmacêuticas, petroquímicas e refinarias;
  • Extração de óleo e gás, poços e tanques de combustíveis;
  • Centrais elétricas e infraestrutura de energia;
  • Estações de tratamento e abastecimento de água;
  • Hospitais, centros médicos e clínicas;
  • Shoppings, centros comerciais e centros de convenções;
  • Hotéis e grandes redes de hospedagem;
  • Estádios, arenas e locais de grandes eventos;
  • Pontes, túneis, ferrovias e infraestrutura crítica;
  • Museus, monumentos históricos e prédios tombados;
  • Empresas com operações internacionais.

A lógica aqui é simples: quanto maior a visibilidade da operação, o fluxo de pessoas ou a relevância econômica do local, maior a exposição ao risco

Dessa maneira, não se trata de medir a probabilidade do evento, mas o eventual impacto que pode ser causado.

Afinal, um prejuízo do tipo pode ser muito fora da curva e causar uma sequência de danos em cascata para uma operação.

Como funciona o seguro terrorismo?

Ele funciona de forma parecida com outros seguros patrimoniais.

O primeiro passo é conversar com uma corretora de seguros, empresa autorizada pela SUSEP a comercializar seguro terrorismo para empresas. A corretora atua como intermediária da contratação e oferece informações sobre coberturas, bens protegidos, limites e garantias da apólice.

Em resumo, é a parte que auxilia você na escolha da proteção ideal.

A seguradora, por sua vez, é quem assume os riscos da apólice. A corretora repassa as informações para a seguradora, que define os termos do contrato e, se estiver tudo conforme o previsto, libera a apólice.

Com isso, o seguro terrorismo passa a estar ativo.

Em caso de um evento caracterizado como ato terrorista, a seguradora analisa o sinistro, verifica se ele se enquadra nas condições do contrato e, se tudo estiver dentro do previsto, paga a indenização conforme os limites contratados.

Como se tratam de eventos extremos, a apólice pode exigir que o ato seja reconhecido por autoridade competente ou que se enquadre na definição contratual de terrorismo.

Além disso, outras documentações e comprovantes podem ser solicitados e analisados pela seguradora. Após a aprovação do sinistro, o pagamento da indenização deve ser feito em até 30 (trinta) dias, conforme estabelece a SUSEP.

Quais as coberturas do seguro terrorismo?

As coberturas podem variar de acordo com a seguradora e o tipo de operação, mas algumas são bastante comuns nesse tipo de seguro.

Quebra de vidraça

Atos de terrorismo frequentemente envolvem explosões ou impactos que atingem fachadas, portas e vitrines de prédios comerciais, lojas e departamentos. Com essa cobertura, o seguro garante o reparo ou substituição desses itens.

Exemplo: durante um protesto político violento no centro de uma grande capital, manifestantes lançam pedras e objetos contra fachadas de lojas, que ficam danificadas. Com a cobertura, o segurado consegue reaver os prejuízos dessas estruturas.

Lucros cessantes

Caso as atividades precisem ser interrompidas em razão dos danos sofridos, a cobertura para lucros cessantes cobre a perda de faturamento durante o período de paralisação, mantendo o caixa protegido enquanto a operação é retomada.

Exemplo: após um atentado com motivação política contra um prédio comercial, o local é interditado e as atividades ficam suspendidas. Nesse caso, a proteção cobre a perda de faturamento durante o período de paralisação.

Pichação

Atos terroristas ou extremistas frequentemente deixam marcas visuais, símbolos ou mensagens, fruto de pichação e vandalismo. Com a cobertura, a organização é indenizada para o custeio da limpeza e recuperação da imagem do estabelecimento.

Exemplo: durante uma manifestação, extremistas picham símbolos e mensagens em fachadas de bancos, escritórios e lojas. Para reparar os danos físicos e visuais, a cobertura arca com os custos de limpeza e restauração das fachadas.

Incêndio

Explosões e atentados podem gerar incêndios de grandes proporções, causando uma série de perdas e danos materiais. Essa cobertura protege contra danos causados pelo fogo, inclusive em estruturas e equipamentos.

Exemplo: após o lançamento de um artefato explosivo, um prédio público sofre um incêndio, causando prejuízos a equipamentos, móveis e à estrutura. Com a cobertura para incêndio, os danos materiais são indenizados pelo seguro terrorismo.

Roubo de mercadorias

Em atos extremos que envolvem caos ou abandono temporário do local, mercadorias podem ser subtraídas, gerando altos prejuízos à operação. Com o seguro, essas perdas são cobertas, desde que comprovadamente relacionadas ao evento terrorista.

Exemplo: após um atentado que gera pânico e evacuação do local, criminosos aproveitam o caos, invadem um supermercado e saqueiam mercadorias. A cobertura indeniza as perdas, desde que o roubo esteja diretamente ligado ao evento terrorista.

Danos estruturais

Garante a cobertura de prejuízos mais profundos, como rachaduras, colapsos parciais, danos à fundação ou à estrutura do imóvel. Como se tratam de custos muito elevados, dificilmente seriam absorvidos sem a proteção do seguro terrorismo.

Exemplo: após explosão em pequena escala durante um evento político, o prédio sofre rachaduras em paredes, lajes e danos à fundação. Diante dos altos prejuízos, a cobertura do seguro terrorismo garante os reparos estruturais necessários.

O que o seguro terrorismo não cobre?

Apesar de ser uma proteção ampla, o seguro terrorismo também tem limites, que são os chamados riscos excluídos.

São eles:

  • Guerra, guerra civil, insurreição, rebelião e revolução;
  • Atos de autoridade militar ou governamental;
  • Confisco, requisição, nacionalização e desapropriação;
  • Riscos nucleares e radioatividade;
  • Atos dolosos, fraude ou má-fé do segurado ou representantes;
  • Responsabilidade de fabricantes ou fornecedores;
  • Desgaste natural e deterioração gradual;
  • Transporte de bens fora do local segurado;
  • Alagamento, inundação e danos causados por água;
  • Furacões, ciclones, terremotos e erupções vulcânicas;
  • Responsabilidade civil e danos morais;
  • Subsidência e liquefação do solo;
  • Deterioração de mercadorias refrigeradas;
  • Erros e omissões;
  • Negligência intencional;
  • Asbestos (amianto);
  • Danos causados por animais, mofo, fungos e vermes;
  • Exclusões específicas previstas na apólice.

Na apólice, você tem acesso a todos os eventos que ficam de fora do seguro, por isso é tão importante ler cuidadosamente esse documento e evitar imprevistos futuros.

Quais as vantagens de contratar o seguro terrorismo?

A principal vantagem do seguro contra terrorismo é garantir proteção financeira contra riscos que, no pior dos cenários, podem levar um negócio à falência.

Afinal, mesmo sendo um evento raro, ele pode causar prejuízos muito superiores ao valor pago pelo seguro.

Além disso, o seguro oferece:

Mais previsibilidade financeira

Com o seguro, a operação transforma um risco imprevisível em um custo controlado, evitando impactos relevantes ao caixa da empresa.

Continuidade do negócio

O seguro terrorismo preserva os ativos físicos da empresa e garante a retomada das operações após um evento extremo. Assim, além de proteger o que foi construído ao longo do tempo, reduz o risco de paralisações por força maior.

Segurança para investidores e parceiros

Ao contar com o seguro, o negócio demonstra maturidade na gestão de riscos. Isso reduz a percepção de exposição aos riscos e aumenta a confiança de investidores, sócios e parceiros comerciais.

Reforço na gestão de riscos

No fim do dia, o seguro terrorismo integra uma estratégia mais ampla de compliance e governança, apoiando planos de contingência e contribuindo para a continuidade operacional.

Quem exige o seguro terrorismo?

No Brasil, não há exigência legal para a contratação do seguro terrorismo. Ou seja, nenhuma lei obriga que empresas contratem essa cobertura.

Ainda assim, bancos, investidores, fundos internacionais, contratos de locação em áreas estratégicas ou parcerias com empresas estrangeiras podem exigir essa proteção como condição ao formalizar acordos.

Em outras palavras, não é obrigatório por lei, mas pode ser exigido em certas negociações.

Além disso, mesmo quando não há exigência contratual, o seguro terrorismo representa uma proteção relevante em um cenário em que a violência política e ideológica infelizmente avança em diversas partes do mundo.

Qual é o valor do seguro terrorismo?

O custo do seguro terrorismo é influenciado por fatores de risco, como:

  • Tipo de atividade da empresa;
  • Localização do imóvel ou da operação;
  • Valor segurado dos bens;
  • Coberturas contratadas;
  • Limites de indenização;
  • Tamanho da empresa;
  • Medidas de segurança existentes;
  • Análise técnica e atuarial feita pela seguradora;
  • Entre outros.

Dessa forma, o valor tende a ser proporcional ao nível de risco e ao impacto potencial do evento, o que torna inviável definir um preço sem conhecer os detalhes da operação.

A boa notícia é que isso pode ser resolvido facilmente: faça uma cotação do seguro com a Mutuus Seguros e compare diferentes opções de forma simples.

Quais seguradoras fazem seguro terrorismo?

Como dito anteriormente, a cobertura contra terrorismo costuma ser excluída dos seguros tradicionais, o que faz com que poucas seguradoras ofereçam esse tipo de proteção.

Ainda assim, ela está disponível por meio de companhias especializadas, como AIG Seguradora e Chubb Seguros.

Justamente por se tratar de um seguro mais específico, contar com uma corretora faz toda a diferença na hora de encontrar a solução adequada.

Na Mutuus, analisamos o seu perfil, entendemos a sua operação e conectamos você às seguradoras mais preparadas para assumir esse tipo de risco.

O que é necessário para cotar o seguro terrorismo?

Para solicitar uma cotação, normalmente é preciso informar:

  • Dados cadastrais da empresa;
  • Endereço do imóvel ou local da operação;
  • Características do imóvel;
  • Tipo de atividade exercida;
  • Valor dos bens a serem segurados;
  • Limites de cobertura desejados;
  • Histórico de sinistros, se houver;
  • Medidas de segurança existentes;
  • Entre outros.

É com base nesses dados que a cobertura é ajustada ao perfil da operação e às necessidades reais do seu negócio.

Como acionar o sinistro do seguro terrorismo?

Em caso de ocorrência coberta pelo seguro terrorismo, registre o boletim de ocorrência – principalmente em eventos como atentado, explosão, vandalismo, roubo ou danos ao patrimônio – e comunique a corretora ou a seguradora.

Isso pode ser feito via WhatsApp, telefone, e-mail ou chat da companhia de seguros.

Após o primeiro contato, será necessário enviar a documentação exigida, como registros oficiais, fotos, vídeos, laudos e demais informações solicitadas. 

São esses dados que permitem a análise do evento, a verificação do ato terrorista e a validação da cobertura, conforme as condições da apólice.

Durante cada etapa, esteja sempre disponível para prestar esclarecimentos ou encaminhar documentos adicionais, caso sejam solicitados.

Após a entrega das informações, basta aguardar o retorno da seguradora. O pagamento da indenização ou a autorização para os reparos ocorre em até 30 dias, conforme os prazos determinados pela SUSEP.

Quais documentos são necessários para acionar o seguro terrorismo?

É comum que sejam solicitados:

  • Boletim de ocorrência;
  • Relatórios das autoridades competentes;
  • Fotos e registros dos danos;
  • Documentos que comprovem os prejuízos;
  • Contrato e apólice do seguro.

Para facilitar tudo para você e evitar dor de cabeça, a corretora atua como intermediária para orientar em cada etapa do processo. E quando é difícil resolver tudo sozinho, essa orientação faz toda a diferença.

Se você chegou até aqui, quer saber como garantir essa proteção. Acertamos?

Como contratar o seguro terrorismo?

Você já deve ter percebido que o seguro terrorismo não trata de medo ou pânico, e sim de proteção financeira e gestão de riscos diante de eventos extremos.

Ele não é para todo mundo, mas pode ser essencial para sua operação.

Quer entender se essa proteção faz sentido para o seu negócio? 

Fale com a Mutuus! 

Nós analisamos o seu cenário, explicamos as opções e ajudamos você a contratar um seguro personalizado e conectado com a sua realidade.

FAQ

Confira mais alguns esclarecimentos sobre o seguro contra terrorismo.

O seguro terrorismo é obrigatório?

O seguro terrorismo não é uma exigência legal, embora ele possa ser uma condição em acordos entre grandes companhias cuja operação ou localização esteja muito exposta aos riscos.

Quais tipos de eventos o seguro cobre?

Cobre atos de terrorismo que causam danos materiais ao patrimônio segurado, conforme limites definidos na apólice.

Quem costuma contratar esse tipo de seguro?

Empresas com operações críticas, grande circulação de pessoas ou ativos de alto valor que estão expostas aos riscos de atos extremos e buscam resguardar o patrimônio financeiro.

O seguro terrorismo substitui o seguro patrimonial?

Não. Ele funciona como cobertura complementar ao seguro patrimonial, já que seguros tradicionais costumam excluir a cobertura contra atos de terrorismo.

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